Ataque iraniano eleva preços do petróleo e deixa Ibovespa em modo de cautela

São Paulo, 8 de abril – O Ibovespa opera com tom defensivo nesta segunda-feira, refletindo a escalada das tensões no Oriente Médio após o bombardeio do Irã contra Israel no domingo (7) e a reação militar israelense. Foi a primeira troca de ataques desde a trégua frágil firmada em abril, ampliando a incerteza sobre um eventual acordo de paz.

A piora no cenário geopolítico impulsiona as cotações do petróleo. No início da sessão, o contrato WTI avançava 4,40%, enquanto o Brent subia 4%. Segundo o New York Times, o Brent chegou a ganhar 2,9%, alcançando US$ 95,79 o barril.

O risco de interrupção da oferta ganha força porque cerca de 20% do fluxo global de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, área sob influência iraniana e alvo de sanções dos Estados Unidos. O salto na commodity aumenta a preocupação com a inflação mundial, e investidores no Brasil aguardam a divulgação do Boletim Focus do Banco Central, que reúne projeções para IPCA, juros e PIB. As expectativas para o IPCA pioram há 12 semanas consecutivas.

Agenda externa e juros

Com a ausência de indicadores relevantes nos Estados Unidos, a atenção dos mercados volta-se à Europa. Estão no radar as encomendas à indústria da Alemanha, a confiança do consumidor na Suíça e as vendas do varejo no Reino Unido, além de discursos de dirigentes de bancos centrais que podem indicar os próximos passos da política monetária global.

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Fechamento de sexta-feira

Na última sexta (5), o Ibovespa recuou 0,77% e encerrou aos 169.019,12 pontos, pressionado tanto pela elevação das tensões internacionais quanto pelo relatório de emprego (payroll) norte-americano, que veio acima do esperado. No câmbio, o dólar ganhou 1,78%, fechando a R$ 5,1572, maior cotação em dois meses.

O payroll reforçou a percepção de economia aquecida nos EUA e elevou apostas de que o Federal Reserve possa aumentar a taxa básica, atualmente na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,35%, o S&P 500 perdeu 2,64% e o Nasdaq despencou 4,18%.

Com o mercado atento ao desenrolar do conflito e à trajetória dos preços do petróleo, a bolsa brasileira deve seguir sensível a novos desdobramentos geopolíticos e a dados que possam alterar as expectativas para inflação e juros.

Com informações de Folha Vitória

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