O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) divulgou a previsão climática para junho de 2026 no Espírito Santo. O boletim indica manutenção do período seco, chuvas abaixo da média histórica e temperaturas elevadas em todo o estado, com atenção redobrada às regiões Norte e Noroeste, principais produtoras de café conilon.
Chuvas continuam escassas
Segundo o Incaper, os volumes de precipitação devem permanecer baixos em todas as áreas capixabas. No Sul e na região Serrana, os acumulados tendem a ser um pouco maiores, mas ainda insuficientes para atingir o esperado para o período. O Norte e o Noroeste, que já apresentaram os maiores déficits hídricos em maio, devem liderar novamente os menores índices de chuva em junho.
Temperaturas acima da média
A tendência é de calor acima do habitual para o inverno capixaba. Episódios pontuais de frio mais intenso podem ocorrer na Serra e no Sul, porém o comportamento predominante será de temperaturas superiores à climatologia de referência.
Efeitos na colheita atual
O clima seco favorece a colheita do conilon, que avança nas lavouras do Norte e Noroeste durante junho. A baixa umidade contribui para a secagem dos frutos no campo e nos terreiros, reduzindo riscos de fungos e agilizando os trabalhos mecanizados.
Preocupação para a safra 2027
O déficit de água no solo, entretanto, acende o alerta para o próximo ciclo. Entre julho e setembro, a cultura precisa de umidade adequada para a florada e o desenvolvimento dos grãos da safra 2027. Prolongamento do período seco pode diminuir a florada, comprometer o enchimento dos grãos e provocar, mais adiante, pressão sobre os preços recebidos pelos produtores.

Imagem: Internet
Risco de pragas
Temperaturas altas e baixa umidade criam ambiente propício à proliferação de ácaros e cochonilhas nas lavouras de café. O Incaper recomenda monitoramento constante, sobretudo em culturas perenes e pastagens das regiões mais afetadas.
Orientação para irrigação
Para reduzir os efeitos da estiagem, o instituto orienta produtores a reforçarem o planejamento da irrigação, buscando uso eficiente da água e manejo adequado da umidade do solo. Quem já dispõe de sistemas instalados deve operá-los estrategicamente; para quem ainda não tem, o órgão ressalta que a irrigação se transformou em ferramenta essencial de gestão de risco climático na cafeicultura capixaba.
Com informações de Folha Vitória







