SpaceX lança primeiros satélites Starlink V3, mas novo teste do propulsor Super Heavy falha

A SpaceX colocou em órbita na sexta-feira (24), pela primeira vez, satélites Starlink de terceira geração utilizando uma versão aprimorada do protótipo da nave Starship. O voo marcou o 13º teste do megafoguete, mas terminou com outra falha do propulsor Super Heavy durante a simulação de pouso no Golfo do México.

Falha recorrente no propulsor

É a segunda ocorrência de problemas com o Super Heavy na variante V3 da Starship. No primeiro voo dessa versão, em maio, o propulsor também apresentou falha logo após a separação do estágio superior. No teste de sexta-feira, ele chegou mais longe, mas não conseguiu acionar todos os motores necessários para a queima de pouso e explodiu ao atingir a água em velocidade acima do previsto.

Tentativa após aborto na semana anterior

O lançamento aconteceu pouco mais de uma semana depois de uma tentativa abortada ainda na ignição por falhas em múltiplos motores. Para o novo voo, a empresa substituiu seis motores do foguete.

Êxito parcial do estágio superior

O estágio superior, apelidado de “Ship”, completou todas as manobras desta vez. Após liberar os satélites, sobreviveu à reentrada atmosférica e executou pouso simulado no Oceano Índico cerca de uma hora após a decolagem. Diferentemente de voos anteriores, a nave não explodiu ao tocar a água; permaneceu flutuando, permitindo inspeção por drones dos azulejos de proteção térmica.

Satélites Starlink V3

Os novos satélites queimaram na atmosfera aproximadamente 20 minutos após a liberação, já que a Starship ainda não atinge órbita. Mesmo assim, a SpaceX conseguiu comunicação com todas as unidades, passo considerado importante para o programa Starlink — hoje a única operação lucrativa da companhia. Segundo a empresa, lançar 60 satélites V3 em uma Starship pode aumentar em até 20 vezes a capacidade de downlink em relação a um único Falcon 9.

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Imagem: Internet

Impacto financeiro

O voo foi o primeiro desde a abertura de capital da SpaceX em junho, a maior oferta pública inicial da história. Após o aborto da semana anterior, as ações recuaram e fecharam a sexta-feira a US$ 115, bem abaixo do pico superior a US$ 200. No after-market, os papéis caíram mais 2% após a nova falha, antes de reduzir parte das perdas.

Analistas observam que os ganhos projetados com a constelação V3 dependem da reutilização completa do sistema Starship. Em documento regulatório (S-1), a empresa alertou que, sem um veículo totalmente reutilizável, o avanço do Starlink será mais lento e custoso.

Com informações de TechCrunch

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