Cientistas demonstraram pela primeira vez a criação de bacteriófagos com genoma totalmente sintético, possibilitando a inclusão ou retirada de genes de forma precisa. O avanço, divulgado em 12 de novembro de 2025, amplia perspectivas para estudar o funcionamento desses vírus que infectam bactérias e para desenvolver terapias contra a crescente resistência aos antibióticos.
O trabalho reuniu o pesquisador Graham Hatfull, da Universidade de Pittsburgh, a Ansa Biotech e a New England Biolabs. A equipe combinou técnicas de síntese e montagem de DNA com a experiência de Hatfull em fagos que atacam micobactérias, grupo que inclui os agentes da tuberculose e da hanseníase.
Segundo Hatfull, a possibilidade de alterar cada gene individualmente deve acelerar descobertas. “Há enorme variação entre os fagos, mas não sabemos a função de muitos genes. Agora podemos remover ou adicionar qualquer um deles para encontrar as respostas”, afirmou.
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No estudo, publicado nos Proceedings of the National Academy of Sciences sob o título “Genome synthesis, assembly, and rebooting of therapeutically useful high G+C% mycobacteriophages”, os pesquisadores criaram DNA sintético inspirado em dois fagos naturais que infectam micobactérias. Em seguida, testaram a remoção e inserção de genes, demonstrando que os genomas reconstruídos permanecem funcionais.
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Imagem: Internet
“O limite agora é a imaginação. Podemos montar qualquer genoma que considerarmos útil ou interessante”, declarou Hatfull.
Com informações de Nanowerk










