Operação Clean: PF prende nove suspeitos e bloqueia R$ 4,2 milhões de organização criminosa

A Polícia Federal desencadeou, na manhã desta quinta-feira (11), a Operação Clean para desarticular um grupo suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Grande Vitória (ES) e no sul da Bahia. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e 12 ordens de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 4,2 milhões.

As investigações começaram em julho de 2025, quando um gari foi flagrado em Vila Velha (ES) com R$ 300 mil em espécie. Segundo a PF, a quantia era incompatível com a renda declarada pelo trabalhador e não havia justificativa para a origem do dinheiro.

Análises bancárias realizadas posteriormente apontaram que, em cerca de sete meses, passaram pelas contas do investigado aproximadamente R$ 4,22 milhões, dos quais apenas R$ 20 mil tinham origem comprovadamente lícita.

“Em apenas sete meses, ele recebeu mais de R$ 4,2 milhões, sendo que só R$ 20 mil possuíam lastro econômico-financeiro. O restante, em tese, vem do crime organizado”, afirmou o delegado Roberto Costa, chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES).

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Estrutura organizada

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha era dividida em núcleos financeiro, logístico e operacional. O grupo atuava principalmente no comércio de variantes de haxixe de alto valor de mercado e na posterior ocultação dos lucros.

O principal alvo da operação mora em Itacaré, no sul da Bahia, de onde, segundo os investigadores, comandava as atividades ilícitas. Dos nove mandados de prisão, oito foram cumpridos na Grande Vitória e um em Itacaré. As buscas ocorreram em endereços nos dois estados.

Material apreendido

Durante o cumprimento das ordens judiciais, agentes apreenderam porções de haxixe ainda em processo de pesagem, equipamentos usados na produção de drogas, uma arma de fogo, munições, carregadores alongados e telefones celulares. As apreensões resultaram em quatro prisões em flagrante por crimes identificados no momento das buscas.

Todo o material coletado será periciado pela FICCO/ES para aprofundar as investigações. Os detidos foram levados à Superintendência Regional da PF e podem responder por organização criminosa, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Com informações de Folha Vitória

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