Anthropic libera Claude Fable 5, versão pública mais avançada de seu modelo de IA

A Anthropic disponibilizou nesta terça-feira (9) o Claude Fable 5, primeira versão aberta ao público de seu modelo Mythos. Segundo a companhia, o novo sistema se destaca em engenharia de software, trabalhos de conhecimento e tarefas de visão, mas opera com limites rígidos de segurança: em áreas de alto risco — como cibersegurança, biologia, química e destilação — o modelo bloqueia respostas e recorre ao Claude Opus 4.8.

Lançado em versão preliminar em abril, o Mythos era restrito a poucos parceiros por questões de segurança. Na semana passada, o acesso foi ampliado para centenas de organizações em 15 países, principalmente responsáveis por infraestrutura crítica. Agora, qualquer usuário pode utilizar o Fable 5 pela API do Claude ou por planos corporativos de consumo.

Acesso escalonado e novos preços

Até 22 de junho, o Fable 5 será incluído sem custo adicional nos planos Pro, Max, Team e Enterprise por assento. A partir de 23 de junho, a ferramenta sairá desses pacotes e passará a exigir créditos de uso; a Anthropic pretende reintegrá-la aos planos assim que possível. A empresa também iniciou a distribuição do Mythos 5 para organizações já aprovadas para o modelo avançado.

O preço de uso do Fable 5 e do Mythos 5 foi fixado em US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída — o dobro do cobrado pelo Opus 4.8.

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Medidas de segurança e retenção de dados

Temendo o potencial de um modelo da classe Mythos em mãos erradas, a Anthropic afirmou ter submetido seus classificadores a tentativas de "jailbreak" durante mais de 1.000 horas de testes internos e de equipes externas, sem sucesso universal. Mesmo assim, a companhia impôs retenção obrigatória de 30 dias para todo o tráfego gerado pelos modelos Fable 5 e Mythos 5, inclusive para clientes que antes possuíam acordos de retenção zero. A Anthropic diz que os dados não serão usados para treinamento, apenas para detectar novos ataques e reduzir falsos positivos.

Desempenho e adoção inicial

De acordo com a empresa, o Fable 5 responde integralmente em 95% das sessões; nos 5% restantes, delega ao Opus 4.8. Testes independentes reforçam o desempenho: a Hex relatou que o modelo foi o primeiro a atingir 90% em seu benchmark de tarefas analíticas complexas; a Base44 destacou a capacidade de gerar aplicativos completos em uma única solicitação; e a Genspark apontou superioridade em design de interface e codificação de jogos.

A demanda pelo novo modelo deve ser alta, prevê a Anthropic, mesmo com o custo elevado. A plataforma de recompensas Rakuten, por exemplo, avalia que a capacidade do Fable de “refletir e validar” o próprio trabalho compensa o investimento, tornando operações mais autônomas.

Com informações de TechCrunch

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