A Amazon firmou um acordo para tomar emprestados US$ 17,5 bilhões de um consórcio de instituições financeiras, ampliando sua capacidade de gasto em meio à corrida por infraestrutura de inteligência artificial. O acerto, divulgado nesta quarta-feira (10), foi fechado com Citigroup, JPMorgan Chase, Wells Fargo, HSBC e BofA Securities.
O financiamento foi estruturado como um delayed draw term loan, modalidade que permite à empresa sacar os recursos conforme a necessidade, sem receber todo o montante de imediato. Com isso, a companhia ganha flexibilidade para decidir quando direcionar o dinheiro a novos projetos.
A operação chega apenas dois dias depois de a gigante do comércio eletrônico ter anunciado a emissão de US$ 14 bilhões em títulos no Canadá. Somadas, as captações elevam para aproximadamente US$ 31,5 bilhões o volume de recursos levantados em menos de 48 horas.
De acordo com a Reuters, o novo empréstimo será destinado a “fins corporativos gerais”. A TechCrunch informou que procurou a Amazon para obter detalhes adicionais sobre a aplicação dos valores.
Capex em IA impulsiona endividamento
A movimentação da Amazon reflete uma tendência mais ampla no setor de tecnologia. Para bancar chips, data centers e outras peças essenciais aos serviços de IA, empresas têm recorrido a níveis históricos de investimento em capital e, cada vez mais, ao mercado de crédito.

Imagem: Getty
Na mesma direção, a Alphabet – controladora do Google – revelou na semana passada planos de levantar US$ 80 bilhões por meio de uma oferta de ações. Já a Meta confirmou a intenção de obter US$ 30 bilhões em sua maior emissão de títulos até hoje.
Com a escalada dos custos, analistas e investidores acompanham de perto se os retornos futuros conseguirão justificar o volume recorde de dívidas assumidas pelas big techs.
Com informações de TechCrunch






