Findes projeta pico da produção de petróleo e gás no Espírito Santo em 2027

A produção capixaba de petróleo e gás natural deve continuar em expansão nos próximos anos e alcançar seu ponto máximo em 2027, segundo projeções divulgadas pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Volumes estimados

Para o petróleo, a entidade calcula que o maior patamar será de 248,4 mil barris por dia. No caso do gás natural, a estimativa aponta para 6,2 milhões de metros cúbicos diários no mesmo ano.

Ritmo de crescimento

Entre 2025 e 2027, a produção de petróleo deverá avançar, em média, 13,5% ao ano, impulsionada principalmente pelos campos offshore de Jubarte, Golfinho e Wahoo. Na mesma janela, a extração de gás natural, quase sempre associada ao petróleo, tende a crescer 10,6% ao ano.

Principais fatores de impulso

A curva ascendente é explicada por três movimentos:

  • continuação do ramp-up do FPSO Maria Quitéria, instalado em Jubarte e operado pela Petrobras;
  • início previsto da produção no campo de Wahoo, operado pela PRIO, no primeiro semestre de 2026;
  • expansão do campo de Golfinho, onde a BW Energy desenvolve o projeto Golfinho Boosting.

Contribuição da produção em terra

No segmento onshore, investimentos na revitalização de campos maduros, na extensão da vida útil das operações e em novas declarações de comercialidade observadas desde 2020 sustentam o aumento do volume extraído. Embora represente fatia menor do total, essa produção tem impacto relevante na geração de empregos e renda nos municípios produtores.

Declínio após o pico

Passado o ápice de 2027, as projeções indicam retração natural. A Findes calcula que, mantidas as condições atuais, o petróleo cairá para 111,1 mil barris diários em 2035, o que equivale a redução média anual de 9,6%. Para o gás natural, a expectativa é de recuo para 2,9 milhões de metros cúbicos por dia no mesmo período, ritmo médio de queda de 9,2% ao ano.

Metodologia

O estudo segue regras contábeis e analisa o histórico de cada campo, operador e plataforma até 2035, reproduzindo padrões de produção observados no estado. O objetivo é dar maior previsibilidade a empresas e gestores públicos no planejamento de estratégias e políticas para o setor de óleo e gás.

Com informações de Folha Vitória

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