A Respond.io, plataforma malaia de gestão de conversas com clientes, anunciou uma rodada Série B de US$ 62,5 milhões. O aporte foi liderado pela Camber Partners e contou com a participação da Endeavor Catalyst e de investidores já presentes no capital da empresa.
Fundada em 2017, em Hong Kong, por Gerardo Salandra (CEO), Hassan Ahmed (CTO) e Iaroslav Kudritskiy (COO), a startup transferiu a sede para Kuala Lumpur em 2019. A nova captação sucede os US$ 7 milhões levantados em 2022, na Série A.
Crescimento e modelo de negócio
Segundo a empresa, a Respond.io alcançou US$ 35 milhões em receita recorrente anual (ARR), avanço de 169% em relação ao ano anterior, com margem de lucro de 30%. A plataforma processa cerca de 2 bilhões de mensagens por trimestre e atende companhias B2C de médio e grande porte, com 200 a 10 mil funcionários, em setores como saúde, automotivo, varejo, educação e turismo.
O software integra canais como WhatsApp, Instagram, TikTok, Messenger, Line, Telegram, WeChat, ligações de voz e chat na web. Agentes de inteligência artificial qualificam leads, respondem dúvidas e concluem vendas de forma automatizada. A cobrança é feita pelo volume de conversas, não pelo número de usuários, o que, segundo Salandra, diferencia a empresa de concorrentes centrados em e-mail e telefone.
Estratégia de expansão
Com os novos recursos, a diretoria planeja contratar mais profissionais, acelerar o crescimento orgânico e buscar aquisições. Estão no radar tanto tecnologias complementares quanto equipes consolidadas com carteiras de clientes na Europa e na América do Norte; conversas já estão em andamento.

Imagem: Internet
Hoje, o faturamento da Respond.io distribui-se em 30% na Ásia-Pacífico, 30% na América Latina, 20% no Oriente Médio e África e 20% em América do Norte e Europa Ocidental. Estas duas últimas regiões, porém, são as que mais crescem e devem se tornar as principais fontes de receita em até três anos, projeta Salandra.
O executivo afirma que a companhia manterá disciplina financeira mesmo após o aporte. Seu objetivo de longo prazo, resume, é “tocar o sino da Nasdaq”.
Com informações de TechCrunch











