Divisão de redes da Nvidia fatura US$ 11 bilhões em um trimestre e já é a segunda maior fonte de receita da empresa

A Nvidia transformou sua área de redes de centros de dados em um negócio de vários bilhões de dólares que, em apenas alguns anos, tornou-se a segunda principal linha de receita da companhia, atrás apenas dos chips de computação.

No trimestre fiscal mais recente, encerrado em janeiro, a divisão de networking registrou faturamento de US$ 11 bilhões, alta anual de 267%. No acumulado de 12 meses, a área somou mais de US$ 31 bilhões.

Origem na aquisição da Mellanox

A base do segmento foi criada em 2020, quando a Nvidia comprou a israelense Mellanox por US$ 7 bilhões. A aposta, liderada pelo CEO Jensen Huang, deu à empresa tecnologias essenciais para interligar GPUs em grandes data centers, viabilizando o que a companhia chama de “fábricas de IA”.

Portfólio voltado à inteligência artificial

Entre os principais produtos estão:

  • NVLink, que conecta GPUs em um mesmo rack;
  • Switches InfiniBand, plataforma de computação em rede;
  • Spectrum-X, solução Ethernet dedicada a IA;
  • Switches com óptica co-packaged, focados em alta eficiência.

Juntas, essas tecnologias oferecem o pacote completo necessário para treinar modelos de inteligência artificial em larga escala.

Comparação com concorrentes

O estrategista Kevin Cook, da Zacks Investment Research, destacou que os US$ 11 bilhões obtidos pela Nvidia em um único trimestre superam a receita anual do segmento de redes da Cisco. “A Nvidia faz em três meses o que a Cisco leva um ano para alcançar”, afirmou.

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Imagem: Getty

Estratégia de venda em “pilha completa”

Kevin Deierling, vice-presidente sênior de networking que ingressou na Nvidia com a compra da Mellanox, explicou que a empresa comercializa as soluções como um conjunto integrado, distribuído exclusivamente por parceiros. “Construímos toda a pilha de computação e levamos ao mercado em cooperação com nossos parceiros”, disse.

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Durante a conferência Nvidia GTC, em 16 de março, Huang apresentou novos avanços da área, incluindo a plataforma Rubin — com seis chips voltados a supercomputadores de IA —, o sistema Nvidia Inference Context Memory Storage e switches Ethernet Spectrum-X com fotônica aprimorada.

Para Deierling, o papel das redes evoluiu: “O networking deixou de ser apenas a conexão de uma impressora. Hoje, é a espinha dorsal da fábrica de IA e peça fundamental do computador moderno”.

Com informações de TechCrunch

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