OpenAI detalha acordo apressado com o Pentágono e rebate críticas sobre uso militar de IA

A OpenAI divulgou neste domingo (1º) novos detalhes sobre o contrato firmado às pressas com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, após a ruptura de negociações entre a Anthropic e o governo federal na sexta-feira.

Com o impasse, o presidente Donald Trump determinou que órgãos federais deixem de usar a tecnologia da Anthropic em até seis meses, enquanto o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou a empresa como “risco à cadeia de suprimentos”. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou um acordo próprio para fornecer modelos de inteligência artificial em ambientes classificados.

Três “linhas vermelhas”

Em postagem no blog corporativo, a OpenAI afirmou que seus sistemas não poderão ser empregados em três frentes: vigilância doméstica em massa, armas autônomas e decisões automatizadas de alto impacto — incluindo sistemas de crédito social. Segundo a companhia, essas restrições são protegidas por um “conjunto de camadas” que inclui:

  • controle total da própria infraestrutura de segurança;
  • implantação exclusiva via nuvem;
  • participação de funcionários com credencial de segurança do governo;
  • cláusulas contratuais rígidas.

“Não sabemos por que a Anthropic não conseguiu chegar a um entendimento e esperamos que outros laboratórios considerem nosso modelo”, escreveu a empresa.

Críticas e respostas

O editor do Techdirt, Mike Masnick, contestou a alegação de que o acordo veda vigilância interna. Ele destacou que o texto cita a Ordem Executiva 12333, norma usada pela NSA para coletar dados no exterior que, indiretamente, incluem informações de cidadãos norte-americanos.

OpenAI detalha acordo apressado com o Pentágono e rebate críticas sobre uso militar de IA - Imagem do artigo original

Imagem: Getty

Em resposta, Katrina Mulligan, chefe de parcerias de segurança nacional da OpenAI, defendeu no LinkedIn que “a arquitetura de implantação importa mais do que a linguagem contratual”. Segundo ela, ao restringir o acesso aos modelos por API em nuvem, a empresa impede integração direta a armamentos, sensores ou outros hardwares operacionais.

Altman admite pressa

No X (ex-Twitter), o CEO Sam Altman reconheceu que a negociação foi apressada e gerou reação negativa — a ponto de o app Claude, da Anthropic, superar o ChatGPT da OpenAI na App Store da Apple no sábado. “Queríamos reduzir a tensão. Se isso levar a uma desescalada entre o Departamento de Guerra e o setor, pareceremos gênios. Caso contrário, continuaremos sendo vistos como apressados e descuidados”, afirmou.

Com informações de TechCrunch

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