Microsoft, Google e Amazon Web Services (AWS) confirmaram que o modelo de inteligência artificial Claude, desenvolvido pela Anthropic, continuará disponível para empresas e startups que não possuam contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O posicionamento ocorre após o Pentágono classificar a Anthropic como “risco na cadeia de suprimentos”, na quinta-feira (5).
A designação, tradicionalmente aplicada a fornecedores estrangeiros, impede o uso da tecnologia da empresa em sistemas do próprio Departamento de Defesa e exige que contratados do órgão certifiquem a ausência de produtos Anthropic em atividades ligadas a esses contratos. A startup declarou que contestará a medida na Justiça.
Primeira a se manifestar, a Microsoft informou que analisou o caso com seu departamento jurídico e concluiu que “os produtos da Anthropic, incluindo Claude, podem permanecer acessíveis aos nossos clientes — exceto ao Departamento de Defesa — por meio de plataformas como M365, GitHub e AI Foundry”, disse um porta-voz.
O Google, que também fornece serviços de nuvem e ferramentas de produtividade a agências federais, adotou posição semelhante. “Entendemos que a determinação não nos impede de trabalhar com a Anthropic em projetos que não envolvam Defesa; os produtos continuam disponíveis no Google Cloud”, afirmou a empresa.
De acordo com informações obtidas pela CNBC, parceiros e usuários da AWS também poderão seguir utilizando Claude em cargas de trabalho sem vínculo com o setor de Defesa.

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Em comunicado, o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, reforçou que a restrição “se aplica apenas ao uso direto de Claude em contratos com o Departamento de Defesa, não a todos os clientes que mantêm algum tipo de relação com o órgão”. Amodei acrescentou que, mesmo para contratados do Pentágono, a classificação “não pode limitar” o emprego do modelo em atividades alheias aos contratos específicos com a Defesa.
Apesar do impasse, a Anthropic informou que a base de usuários de Claude no mercado consumidor continua a expandir-se desde que a empresa se recusou a conceder acesso irrestrito ao Pentágono para aplicações como vigilância em massa e armamentos totalmente autônomos.
Com informações de TechCrunch







