São Francisco (EUA) – A Chef Robotics informou ter ultrapassado a marca de 100 milhões de porções distribuídas por seus braços robóticos equipados com inteligência artificial, consolidando a guinada da empresa rumo à produção de alimentos em larga escala para clientes institucionais.
De restaurantes a fábricas de alimentos
Fundada para automatizar cozinhas de restaurantes fast casual, a startup liderada pelo CEO Rajat Bhageria redirecionou cedo sua estratégia para linhas de fabricação de alimentos. Hoje, atende empresas como Amy’s Kitchen, Chef Bombay e um dos maiores fornecedores de merenda escolar dos Estados Unidos.
O executivo lembra que o setor acumula tentativas fracassadas – casos de Chowbotics, comprada e depois encerrada pela DoorDash, e Zume, que investiu US$ 400 milhões em entrega de pizzas antes de fechar em 2023. Para Bhageria, o diferencial da Chef está em usar robôs para retirar mão de obra humana de etapas específicas, como a deposição de ingredientes em bandejas.
O que conta como “porção”
Segundo a empresa, cada porção corresponde a um componente individual de uma refeição colocado pelo robô em um recipiente. Não se trata da refeição completa, mas de cada item que compõe o prato final.
Próximos passos
Depois do avanço em fábricas, a Chef planeja atuar em “cozinhas menores”. Entre os novos contratos está uma das maiores companhias de catering aéreo do mundo. A expansão também contempla ghost kitchens – operações sem salão que preparam pedidos para plataformas como a DoorDash – e, no futuro, o retorno ao fast casual, além de estádios e prisões.

Imagem: Internet
Dados que alimentam os robôs
Bhageria afirma que o histórico das 100 milhões de porções está sendo usado para treinar modelos de IA dedicados ao manuseio e embalagem de alimentos. A variabilidade de texturas e formatos torna o processo desafiador; quanto mais dados, diz o CEO, mais precisos e rápidos ficam os robôs, o que deve contribuir para o crescimento da empresa.
Com a marca recém-atingida e novos segmentos mapeados, a Chef Robotics aposta em ampliar seu alcance sem repetir os tropeços que levaram outras iniciativas de automação culinária ao fracasso.
Com informações de TechCrunch







