Um júri federal dos Estados Unidos concluiu nesta quarta-feira (15) que a Live Nation atua como um monopólio ilegal. A decisão abre caminho para a eventual separação da companhia de sua subsidiária Ticketmaster e pode reduzir práticas como preços dinâmicos e taxas de serviço que irritam consumidores de shows.
O veredicto surgiu no processo movido em 2024 pelo Departamento de Justiça (DOJ) e por 40 procuradores-gerais estaduais, que acusam a empresa de dificultar a concorrência desde sua fusão, em 2010, quando passou a controlar a maior parte das vendas de ingressos e reservas de locais de eventos nos EUA.
Mensagens internas expõem postura sobre clientes
Durante o julgamento, vieram à tona mensagens de Slack trocadas entre Ben Baker, hoje chefe de bilheteria da Venue Nation, e Jeff Weinhold, diretor sênior na área de tickets. Em uma conversa sobre aumento de preços de estacionamento, Baker escreveu: “Essas pessoas são tão estúpidas… Quase me sinto mal em tirar vantagem delas BAHAHAHAHAHA”. Em outro trecho, também sobre estacionamento, afirmou: “Roubando-os na cara dura, baby”.
Promotores usaram os diálogos para argumentar que o conteúdo reflete a real conduta da empresa. A Live Nation rebateu dizendo tratar-se de “brincadeiras” sem ligação com políticas ou decisões oficiais.
Acordo preliminar e nova incerteza
No mês passado, o DOJ chegou a um acordo preliminar que prevê multa de US$ 280 milhões e a venda de pelo menos 13 casas de espetáculo, que deverão aceitar eventos de promotores concorrentes. Mesmo assim, 34 procuradores-gerais mantiveram o processo estadual que culminou na decisão do júri.

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O juiz Arun Subramanian ainda definirá as punições. Entre as possibilidades está a cisão completa entre Live Nation e Ticketmaster, cenário que volta a ganhar força após a condenação.
Com informações de TechCrunch







