27 de fevereiro de 2026 – Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio demonstraram que um simulante de regolito lunar pode ser fundido por impressão 3D a laser para formar peças altamente duráveis, abrindo caminho para a construção de habitats e ferramentas na Lua em futuras missões tripuladas.
O trabalho, publicado na revista Acta Astronautica, utilizou o material LHS-1 – formulado para reproduzir o solo das terras altas lunares, ricas em rochas basálticas escuras. Ao derreter camadas do simulante sobre diferentes bases, a equipe avaliou a aderência e a resistência térmica dos corpos impressos.
Influência do substrato
Os testes mostraram que o pó fundido aderiu com dificuldade a superfícies de aço inoxidável e vidro. Já em cerâmica de alumina-silicato, a união foi estável, possivelmente devido à formação de cristais que melhoram a estabilidade térmica e a força mecânica.
Variáveis ambientais críticas
Segundo o autor principal, Sizhe Xu, a resistência final do material variou conforme fatores como atmosfera, potência do laser e velocidade de deposição. “Ambientes diferentes geram propriedades diferentes, o que afeta diretamente a robustez e a resistência a choque térmico”, afirmou.
A coautora Sarah Wolff destacou que, em missões espaciais, condições como vácuo extremo e poeira fina são difíceis de reproduzir em laboratório. Por isso, os sistemas terão de ser versáteis para funcionar com recursos limitados.

Imagem: Internet
Aplicações nas missões Artemis
A possibilidade de fabricar peças diretamente na superfície lunar reduz a necessidade de levar grandes volumes de materiais da Terra, aspecto vital para os planos da NASA de estabelecer presença humana permanente na Lua até o fim da década. Os autores sugerem que versões futuras da impressora poderiam ser alimentadas por energia solar ou sistemas híbridos no lugar da eletricidade convencional.
Além de apoiar a exploração espacial, a pesquisa pode inspirar soluções para a redução do consumo de matérias-primas na Terra. “Se conseguirmos fabricar no espaço usando poucos recursos, também poderemos avançar em sustentabilidade aqui”, ressaltou Wolff.
Com informações de Nanowerk






