23 de fevereiro de 2026
Pesquisadores sul-coreanos criaram um roteador de cores nanofotônico capaz de separar luz vermelha, verde e azul com alta precisão mesmo quando o ângulo de incidência varia, problema que prejudicava sensores de câmeras em smartphones cada vez menores.
A equipe liderada pelo professor Min Seok Jang, da Escola de Engenharia Elétrica do KAIST, em parceria com o grupo do professor Haejun Chung, da Universidade Hanyang, publicou os resultados na revista Advanced Optical Materials.
Como funciona o novo dispositivo
Diferentemente das lentes convencionais, que concentram a luz, o roteador usa metamateriais — estruturas microscópicas que controlam o percurso dos fótons — para direcionar cada faixa de cor ao pixel correspondente. O conceito já foi testado comercialmente pela Samsung Electronics sob o nome Nano Prism, mas versões anteriores perdiam eficiência quando a luz chegava em ângulo.
Superando o “problema da incidência oblíqua”
Modelos existentes de roteadores foram projetados apenas para luz perpendicular, o que fazia as cores se misturarem em situações reais de uso. Para contornar a limitação, os cientistas recorreram a projeto inverso: algoritmos otimizam automaticamente o desenho de cada camada nanométrica.
Com essa abordagem, o novo roteador manteve cerca de 78% de eficiência óptica em variações de até 12 graus, frente a quase zero nos dispositivos anteriores. Estudos adicionais avaliaram diferentes números de camadas, condições de fabricação e margens de erro, estabelecendo critérios de robustez para futuros sensores.

Imagem: Internet
Segundo o professor Min Seok Jang, o trabalho “analisa de forma sistemática o problema de incidência oblíqua que travava a comercialização dos roteadores de cor” e indica caminhos para aplicar a metodologia em outros dispositivos nanofotônicos baseados em metamateriais.
O avanço aproxima a tecnologia de roteadores de cor das exigências de mercado para câmeras de smartphones, que precisam captar luz de múltiplas direções sem comprometer a fidelidade cromática.
Com informações de Nanowerk







