A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA) opera em condições críticas após perder cerca de um terço de sua força de trabalho durante o primeiro ano do governo Donald Trump, segundo fontes do Congresso, de empresas do setor e de órgãos ligados à cibersegurança.
Entrevistados pelo site CyberScoop relataram que as reduções de pessoal impactaram diretamente programas-chave, entre eles a iniciativa contra ransomware e projetos voltados ao desenvolvimento seguro de software. A equipe dedicada à proteção das eleições, área pela qual a CISA é responsável, também sofreu baixas significativas.
Repasses de pessoal e mudanças internas
Além das demissões, centenas de colaboradores foram transferidos para outras agências do Departamento de Segurança Interna (DHS) para reforçar medidas de imigração adotadas pela Casa Branca. Críticos afirmam que a prioridade dada ao tema migratório esvaziou a capacidade de resposta cibernética do órgão.
Liderança questionada
A agência está sem diretor permanente desde a posse de Trump, em 2025. A condução interina de Madhu Gottumukkala tem sido alvo de queixas internas, com relatos de dificuldade de gestão e de falhas que teriam gerado riscos adicionais à segurança.
Impacto do shutdown
Desde 14 de fevereiro, parte do governo federal permanece paralisada por falta de acordo orçamentário. A recusa de parlamentares em manter verbas para autoridades de imigração, após a morte de dois cidadãos norte-americanos em ação de agentes federais, ampliou a crise. Nesse cenário, a CISA opera com cerca de 38% de seu quadro funcional.

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Procurado, Gottumukkala declarou ao TechCrunch que a agência “mantém compromisso inabalável de proteger as redes federais contra atores maliciosos”, apesar da paralisação que já dura várias semanas.
Com informações de TechCrunch







