A Brinc, empresa fundada em 2017 pelo ex-Thiel Fellow Blake Resnick, apresentou nesta terça-feira (24) o Guardian, drone voltado a órgãos de segurança pública que, segundo a companhia, chega mais perto do que qualquer outro equipamento da indústria de substituir helicópteros policiais.
O anúncio ocorreu na nova sede da startup, um galpão de 4.600 m² em Seattle, que deve estar totalmente operacional até novembro. De acordo com Resnick, a Brinc é avaliada em quase US$ 500 milhões após sucessivas rodadas de investimento que contaram, ainda no início, com a participação do cofundador da OpenAI, Sam Altman.
Desempenho e equipamentos
O Guardian atinge velocidade máxima de 60 mph (aprox. 96 km/h) e permanece no ar por até 62 minutos. O modelo traz câmeras térmicas e duas câmeras 4K com zoom, capazes de identificar detalhes como placas de veículos a grande altitude, além de holofote e alto-falante mais potente que uma sirene convencional.
Para operações contínuas, o drone utiliza uma estação de pouso denominada “ninho de recarga”, que faz troca automática de baterias e pode armazenar itens de primeiros socorros, entre eles desfibriladores, boias e doses de Narcan, sem intervenção humana.
Conectividade global
Um diferencial é a integração de um painel Starlink no corpo do equipamento, tornando-o, segundo a Brinc, o primeiro drone de segurança pública com internet via satélite incorporada de fábrica. A conexão da SpaceX garante controle e transmissão de dados em qualquer ponto do planeta, afirmou Resnick.

Imagem: Internet
Mercado em expansão
O fundador da Brinc calcula que haja cerca de 20 mil departamentos de polícia, 30 mil corpos de bombeiros e 80 mil instalações de segurança nos Estados Unidos. Ele projeta que metade dessas unidades poderá adotar drones de resposta a chamadas de emergência, o que representaria um mercado entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões nos EUA e em outros países.
Para acelerar a adoção, a empresa fechou parceria com a National League of Cities a fim de expandir programas de “drone como primeiro respondente” em comunidades americanas. Resnick avalia que a proibição, pelo governo Trump, da importação de modelos estrangeiros abriu espaço para um fabricante “DJI do Ocidente”, posição à qual a Brinc aspira.
Com informações de TechCrunch







