Dados coletados pela Circana revelam que a maioria dos jogadores norte-americanos não demonstra preocupação significativa com a adoção de inteligência artificial generativa na criação de jogos eletrônicos. O levantamento PlayerPulse, aplicado em dezembro de 2025, mostrou que pouco mais de 25% dos entrevistados afirmaram que comprariam um título com menor probabilidade se soubessem que ele utiliza IA generativa.
Segundo Mat Piscatella, analista da Circana, “no momento, há uma minoria barulhenta contrária ao uso de IA, enquanto a maior parte dos jogadores não se importa tanto”. A pergunta feita aos participantes foi: “Como você se sentiria ao descobrir que um jogo usou alguma forma de IA generativa para criar arte, diálogos, textos, música ou dublagem?”
Evolução do sentimento
O estudo indica crescimento da rejeição: a parcela que declarou “recusar” ou ter “menos interesse” na compra passou de cerca de 22% em março de 2024 para mais de 25% em dezembro de 2025. No mesmo período, o grupo neutro também aumentou, enquanto o número de indecisos caiu de forma acentuada. Já o percentual que ficaria “mais interessado” em adquirir um jogo com IA sofreu leve queda.
Vendas fortes desafiam críticas
Piscatella citou as boas vendas de Arc Raiders, Clair Obscur: Expedition 33 e Crimson Desert como indício de que o público, em grande parte, aceita — ainda que relutantemente — a tendência. Expedition 33 e Crimson Desert chegaram a exibir arte gerada por IA, mas seus estúdios, Sandfall e Pearl Abyss, prometeram remover o material. Já a Embark, criadora de Arc Raiders, utilizou um sistema de texto-para-fala baseado em IA em algumas falas; posteriormente, chamou dubladores para regravar trechos, reduzindo o número de vozes sintéticas.
Percepção dos desenvolvedores
Em pesquisa da GDC divulgada no início de 2026, mais de 50% dos profissionais de desenvolvimento consideraram a IA generativa uma ameaça à indústria — avanço expressivo ante 30% no ano anterior. Apenas 7% enxergaram impacto positivo da tecnologia.

Imagem: Internet
Grandes estúdios e IA
Apesar de Grand Theft Auto VI não ter utilizado IA generativa em seu processo criativo, a controladora Rockstar, a Take-Two, emprega a tecnologia em outras áreas do negócio. Para o CEO Strauss Zelnick, contudo, a expectativa de que ferramentas de IA permitam “apertar um botão” e produzir jogos de alto nível é “risível”.
A pesquisa PlayerPulse foi realizada em dezembro de 2025; portanto, a percepção dos consumidores pode ter sofrido mudanças à medida que novas aplicações de IA surgiram no mercado.
Com informações de GameSpot






