O Google informou nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, que construirá seu primeiro data center em Minnesota, na cidade de Pine Island, cerca de uma hora ao sudeste de Minneapolis. O empreendimento será abastecido por 1,9 gigawatt (GW) de fontes renováveis, incluindo uma bateria de longa duração de 300 megawatts (MW) fornecida pela startup Form Energy.
Em parceria com a concessionária Xcel Energy, a empresa de tecnologia deverá instalar 1,4 GW de energia eólica e 200 MW de energia solar. A produção das usinas servirá para recarregar o sistema de armazenamento, capaz de entregar sua potência nominal por até 100 horas consecutivas, totalizando 30 gigawatt-hora (GWh) de capacidade — projeção que coloca o equipamento como a maior bateria do mundo.
Química de ferro-ar
Diferente dos acumuladores de íons de lítio normalmente usados em larga escala, as células da Form Energy armazenam eletricidade por meio da oxidação e redução de partículas de ferro. Durante a descarga, o oxigênio do ar oxida o metal, gerando corrente elétrica; na recarga, um fluxo reverso de eletricidade remove o oxigênio, restaurando o ferro metálico.
Embora a eficiência dessa tecnologia varie entre 50 % e 70 % — abaixo dos mais de 90 % alcançados pelos íons de lítio — o custo projetado é seu principal atrativo: a Form estima gastar US$ 20 por quilowatt-hora, valor ao menos três vezes inferior ao de baterias convencionais.
Novo modelo tarifário
O projeto também introduz em Minnesota um mecanismo de cobrança batizado de “tarifa de transição limpa” ou “acelerador de energia limpa”. O arranjo, já testado pelo Google em Nevada em um contrato de energia geotérmica, permite que a Xcel Energy invista em tecnologias consideradas arriscadas pelos reguladores. Para isso, o Google paga um valor adicional, garantindo que consumidores comuns não arquem com eventuais sobrecustos.

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Expansão da Form Energy
A bateria prevista para o data center será a segunda da Form a entrar em operação no estado. A primeira, instalada pela Great River Energy, terá 150 MWh de armazenamento e potência máxima de 1,5 MW. Todas as unidades são fabricadas em uma planta da empresa na Virgínia Ocidental. Segundo dados da PitchBook, a startup já captou US$ 1,4 bilhão em investimentos.
Com o novo complexo e o sistema de armazenamento de 100 horas, o Google pretende manter suas operações regionais abastecidas por energia 100 % renovável durante períodos prolongados, reduzindo a dependência de fontes fósseis em momentos de baixa geração solar ou eólica.
Com informações de TechCrunch







