Quarenta anos após sua estreia, o BMW Série 7 E32 ainda é lembrado como o carro que redefiniu o topo de linha da montadora alemã. Lançado em 1986 para substituir o E23, o modelo combinou engenharia focada no motorista com novos patamares de luxo, tecnologia e desempenho, posicionando a BMW entre as marcas mais exclusivas do segmento.
Lançamento e design
Desenhado por Ercole Spada e Hans Kerschbaum sob a orientação de Claus Luthe, o E32 adotou linhas limpas e angulares, já concebidas para acomodar um motor V12. A carroceria maior pretendia dar à BMW vantagem na categoria de sedãs de luxo de grande porte.
Mecânica e tecnologia inéditas
O marco principal foi a introdução do motor M70 V12 nas versões 750i e 750iL, primeiro do tipo em um BMW da era moderna. O E32 também estreou o V8 M60 — primeiro oito-cilindros da marca desde a década de 1960 — e trouxe recursos que mais tarde se tornariam padrão no setor, como vidros duplos, faróis projetores (e, a partir de 1991, lâmpadas HID) e controle de tração. Entre os itens de conforto havia até fax e refrigerador de bebidas.
Recepção e legado
À época, críticos elogiaram a estabilidade e o comportamento dinâmico do E32, áreas em que sedãs grandes costumavam perder pontos. O modelo pavimentou o caminho para sucessores como o E38, provando que a BMW podia crescer no mercado de luxo sem abrir mão de sua reputação esportiva.
Mercado de clássicos
Hoje, versões V8 e V12 podem exigir manutenção complexa, inclusive nos exemplares alongados com suspensão autonivelante hidráulica. Problemas recorrentes envolvem pixels do painel, direção Servotronic e sistema de ar-condicionado. Mesmo assim, o E32 permanece relativamente acessível entre os clássicos da marca, raramente ultrapassando US$ 30 mil em unidades bem conservadas.

Imagem: Internet
Quatro décadas depois, o Série 7 E32 continua simbolizando o momento em que a BMW ampliou suas ambições e entrou de vez no segmento de luxo de elite.
Com informações de BMW Blog






