Santa Bárbara (EUA), 23 de fevereiro de 2026 – Uma nova arquitetura de microLEDs de largura semelhante a um fio de cabelo promete assumir funções hoje desempenhadas por lasers em comunicações ópticas de curto alcance e em futuras telas de alta resolução.
A solução foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (UCSB) e descrita na revista Optics Express. O trabalho tem como primeiro autor o doutorando Roark Chao e conta com a participação dos professores Steven P. DenBaars, Jon A. Schuller e do Nobel Shuji Nakamura, referência mundial em LEDs azuis.
Como funciona o novo microLED
Os dispositivos, fabricados em nitreto de gálio (GaN) e medindo cerca de 100 micrômetros ou menos, receberam refletores de Bragg laterais que concentram e direcionam o feixe luminoso. Os resultados apontam:
- aproximadamente 20% mais emissão óptica pelo lado do ar;
- mais de 130% de aumento na saída pelo lado do substrato;
- redução de cerca de 30% na divergência do feixe;
- ganhos de cerca de 35% na eficiência elétrica e de 46% na eficiência parede-tomada (wall-plug) em relação a microLEDs convencionais.
Vantagens sobre lasers
Segundo Chao, lasers enfrentam problemas térmicos mesmo em temperaturas moderadas, exigindo sistemas de resfriamento complexos em data centers. “Os microLEDs podem operar em temperaturas mais altas sem refrigeração sofisticada, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade”, afirmou.
Além de acelerar links ópticos dentro de racks de servidores, os autores veem aplicações em telas mais finas e brilhantes, além de dispositivos de realidade aumentada e virtual.

Imagem: Internet
Pesquisa integrada
Chao destacou que o ecossistema da UCSB, que reúne crescimento de cristais, nanofabricação e testes no mesmo campus, foi decisivo para a rapidez no desenvolvimento. Ele ingressou na universidade em 2020 como aluno de graduação e seguiu direto para o doutorado na mesma instituição.
O estudo reforça a tradição da UCSB em optoeletrônica baseada em GaN e indica um caminho prático para que microLEDs assumam tarefas cada vez mais exigentes no processamento e na exibição de dados.
Com informações de Nanowerk






