Fundador da Intellexa diz que recorrerá de condenação e insinua participação do governo grego em ataques a celulares

O israelense Tal Dilian, fundador da fabricante de spyware Intellexa, afirmou que vai apelar da condenação a oito anos de prisão imposta por um tribunal da Grécia em fevereiro. Ele e outros três executivos foram considerados culpados por obter ilegalmente dados pessoais durante uma campanha de grampos em massa no país.

Conhecido como “Greek Watergate”, o escândalo envolveu a invasão de dezenas de telefones de ministros, líderes da oposição, militares e jornalistas por meio do software Predator, criado pela Intellexa. O programa consegue acessar iPhones e aparelhos Android para extrair registros de ligações, mensagens, e-mails e localização, geralmente após o alvo clicar em um link malicioso.

Após a revelação de que celulares de repórteres haviam sido hackeados, o chefe da agência nacional de inteligência da Grécia e um assessor sênior do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis renunciaram. Nenhum integrante do governo foi condenado, e críticos acusam a administração Mitsotakis de tentar encobrir o caso.

“Não serei bode expiatório”

Em declaração publicada inicialmente pela Reuters na quarta-feira (25), Dilian disse que “uma condenação sem provas não é justiça” e pode fazer parte de um “encobrimento”. Ele se ofereceu para apresentar evidências a órgãos reguladores nacionais e internacionais e ressaltou que tecnologias como o Predator costumam ser vendidas apenas a governos, que seriam responsáveis por seu uso legal.

A fala representa a sugestão mais direta, vinda de dentro da própria Intellexa, de que o governo Mitsotakis teria autorizado as invasões. Dilian não respondeu a um pedido de comentário do TechCrunch, e a embaixada da Grécia em Washington, D.C., também não se manifestou.

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Imagem: Internet

Sanções dos Estados Unidos

Em 2024, o governo dos Estados Unidos aplicou sanções contra Dilian depois de o Predator ter sido usado para monitorar celulares de autoridades e jornalistas norte-americanos. As medidas proíbem empresas e cidadãos dos EUA de realizar transações comerciais com o empresário e seus sócios também sancionados.

Com informações de TechCrunch

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