São Paulo, 10 abr. de 2026 – A tripulação da missão Artemis II, composta pelos norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo canadense Jeremy Hansen, deve voltar à Terra nesta sexta-feira após dez dias em órbita lunar a bordo da cápsula Orion.
A reentrada na atmosfera está programada para 19h33 (horário de Brasília), com a amerissagem prevista 34 minutos depois, às 20h07, no Oceano Pacífico, a sudoeste de San Diego, Califórnia. A NASA transmitirá ao vivo toda a operação.
Primeira viagem tripulada ao entorno da Lua em 50 anos
A Artemis II é a primeira missão com humanos a alcançar a órbita lunar desde o programa Apollo. A cápsula chegou a 252.760 milhas (aprox. 406 mil km) de distância da Terra, estabelecendo um novo recorde de afastamento para astronautas. O espaço habitável dentro da Orion é de 330 pés cúbicos (cerca de 9,3 m³), volume equivalente ao interior de duas minivans.
Durante a missão, a equipe testou sistemas de comunicação, realizou ajustes de trajetória e avaliou o desempenho da nave em ambiente de espaço profundo, coletando dados essenciais para futuras atividades de pouso lunar.
Risco do escudo térmico em evidência
O momento da amerissagem é considerado crítico. No voo não tripulado Artemis I, em 2022, o escudo térmico da Orion apresentou danos inesperados, com fissuras e carbonização além do projetado, embora a NASA afirme que uma tripulação teria retornado em segurança. O material de proteção, AVCOAT, foi projetado para suportar temperaturas próximas a 5.000 °C; ainda assim, sua integridade permanece sob observação.
Marcos e curiosidades do voo
A expedição decolou em 1.º de abril e enfrentou pequenos contratempos, como falhas em softwares do pacote Microsoft Office e no sanitário da cápsula. Esses incidentes, porém, foram rapidamente superados pelo ineditismo das imagens enviadas do lado oculto da Lua e pela nomeação de novas crateras – uma delas batizada em homenagem a Carroll, esposa de Reid Wiseman falecida em 2020.

Imagem: Internet
Os astronautas também puderam assistir a um eclipse solar total a poucos milhares de quilômetros da superfície lunar. “Além do Sol encoberto pela Lua, vimos o earthshine, a luz do Sol refletida na Terra envolvendo a Lua com um brilho suave”, descreveu Christina Koch.
A transmissão completa do retorno pode ser acompanhada nos canais oficiais da NASA.
Com informações de TechCrunch







