Jogos reinventam a Lua: de cenário apocalíptico a palco de plataformas

A capacidade dos videogames de transformar a Lua em ambiente dramático, misterioso ou simplesmente divertido se estende por várias franquias conhecidas. De acordo com levantamento feito pelo site norte-americano GameSpot, títulos de diferentes gêneros continuam a explorar o satélite natural – e outras luas imaginárias – como ferramenta narrativa e mecânica de jogo.

Lua hostil e cultuada

Em Destiny (2014), a Lua é apresentada como um local sagrado e, ao mesmo tempo, amaldiçoado: o Hellmouth, vasta fortaleza subterrânea da raça alienígena Hive, serve de palco para rituais e batalhas. A representação, que ganhou ainda mais detalhes em Destiny 2, faz da superfície lunar um dos mapas mais populares da série.

Outro exemplo de ameaça sobrenatural aparece no modo Zombies de Call of Duty: Black Ops (2010). A narrativa cooperativa culmina em uma missão na Lua que, após a resolução de um enigma, libera forças demoníacas e provoca o colapso da realidade em um universo paralelo.

Fenômenos lunares que mudam o jogo

A franquia The Legend of Zelda explora diferentes faces do satélite. Em Majora’s Mask (2000), uma Lua de aparência sinistra ameaça destruir o mundo de Termina em três dias. Já em Breath of the Wild (2017) e Tears of the Kingdom (2023), a chamada “Lua Vermelha” restaura recursos, mas também ressuscita todos os inimigos derrotados, obrigando o jogador a se adaptar ao ciclo celestial.

No RPG de ação Bloodborne (2015), as fases da Lua marcam avanços importantes da trama. Após a derrota do chefe Rom, o astro adquire tonalidade carmim, revelando eventos até então ocultos na cidade gótica de Yharnam.

Entre a plataforma e o enigma

Para além do terror, a Lua pode ser um parque de diversões gigantesco. Em Super Mario Odyssey (2017), as últimas seções do jogo transportam Mario para o “lado distante” do satélite, transformado em um extenso percurso de plataformas e quebra-cabeças.

Já o premiado Outer Wilds (2019) acrescenta a “Lua Quântica”, corpo celeste que aparece em vários pontos do sistema solar e só pode ser explorado mediante regras de observação pouco convencionais, oferecendo um dos mistérios centrais da aventura.

Passagens marcantes em outras séries

Portal 2 (2011): Chell usa um portal para a superfície lunar e envia o antagonista Wheatley ao vácuo.
Wolfenstein (2014): BJ Blazkowicz enfrenta nazistas em base construída na Lua.
Pragmata (previsto para este mês): jogadores controlarão Hugh e Diana em um complexo lunar abandonado repleto de robôs hostis.

Embora nenhum ser humano caminhe na Lua há mais de 50 anos, e a tripulação da missão Artemis II esteja no ponto mais distante já alcançado por pessoas, os videogames continuam a preencher as lacunas do desconhecido com fantasia, perigo e, às vezes, humor. Das sombras góticas às plataformas coloridas, o satélite natural da Terra permanece uma inspiração inesgotável para criadores e jogadores.

Com informações de GameSpot

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