A gestora de venture capital Eclipse, sediada em Palo Alto (EUA), anunciou em 7 de abril de 2026 um novo fundo de US$ 1,3 bilhão voltado a empresas que aliam inteligência artificial a aplicações no mundo físico.
O montante foi dividido em dois veículos: US$ 591 milhões para um fundo de incubação de estágio inicial e o restante destinado a aportes em companhias em fase de crescimento. Segundo o sócio Jiten Behl, o objetivo é impulsionar o que ele classifica como a próxima grande era tecnológica, na qual “a inteligência sai das telas e passa a resolver problemas no mundo real”.
Foco setorial amplo
A Eclipse pretende investir em negócios de transporte, energia, infraestrutura, computação e defesa. A estratégia inclui formar um ecossistema em que as empresas do portfólio cooperem entre si desde cedo, compartilhem provas de conceito e acelerem sua expansão conjunta.
Entre os investimentos recentes da gestora estão a desenvolvedora de barcos elétricos Arc, a recicladora de baterias Redwood Materials, a Bedrock Robotics (veículos autônomos para construção), a Wayve (tecnologia para veículos autônomos) e o laboratório de robótica industrial Mind Robotics.
Incubação interna
Parte dos novos recursos será usada para criar startups dentro da própria Eclipse. Behl afirmou que alguns projetos já estão em andamento, sem revelar detalhes, e destacou interesse especial em soluções voltadas ao mercado corporativo.

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Para o executivo, o avanço simultâneo de talento, tecnologia, demanda de mercado e políticas públicas, somado à disponibilidade de capital, cria o cenário ideal para que as empresas apoiadas pelo fundo construam escala e utilizem dados de diversos setores para treinar modelos de IA cada vez mais eficientes.
Com informações de TechCrunch







