A vitória do Flamengo sobre o Cusco, na estreia da Copa Libertadores, marcou a primeira atuação prolongada de Nicolás De La Cruz em jogos na altitude. O uruguaio permaneceu em campo por 86 minutos a 3.400 metros acima do nível do mar, contribuindo decisivamente para o triunfo rubro-negro e encerrando um veto que vigorava desde a comissão técnica anterior.
Superação de antiga restrição
Na temporada passada, sob o comando de Filipe Luís, o meio-campista era poupado de partidas nos Andes por receio de desgaste físico. O entendimento interno era de que o ar rarefeito poderia comprometer seu rendimento, e o atleta costumava ficar fora da lista de relacionados nessas ocasiões.
Aposta de Leonardo Jardim
Contrariando aquela avaliação, o técnico Leonardo Jardim decidiu utilizá-lo na estreia continental. De La Cruz comandou o ritmo de jogo no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, garantindo posse de bola em momentos de pressão adversária e saindo somente aos 40 minutos do segundo tempo, exaurido, mas sem apresentar sinais de mal-estar.
Tratamento decisivo nas férias
O desempenho positivo é creditado a um cuidado extra realizado durante o recesso de fim de ano. De La Cruz abriu mão de parte das férias para submeter-se a um tratamento intensivo no joelho, com o objetivo de eliminar dores crônicas que limitaram sua temporada anterior. A resposta física na altitude reforça a expectativa de que o meia seja um “reforço caseiro” em 2026, apto a atuar 90 minutos mesmo em condições extremas.

Imagem: Internet
Com o veto superado e a confiança renovada, o camisa 18 desponta como peça-chave no esquema de Leonardo Jardim para a sequência da campanha continental.
Com informações de MundoBola







