A Meta divulgou nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, o Muse Spark, primeiro modelo de inteligência artificial criado pelo recém-formado Meta Superintelligence Labs. A novidade marca o pontapé inicial de uma ampla reestruturação das iniciativas de IA conduzida pelo CEO Mark Zuckerberg.
O laboratório foi estabelecido no ano passado, após insatisfação de Zuckerberg com o ritmo de evolução dos modelos Llama e com a distância em relação a rivais como ChatGPT, da OpenAI, e Claude, da Anthropic. Para acelerar o processo, a empresa contratou Alexandr Wang, cofundador da Scale AI, e investiu US$ 14,3 bilhões na companhia de rotulagem de dados, adquirindo 49% de participação.
Disponibilidade e recursos
O Muse Spark já pode ser acessado na web e no aplicativo Meta AI. Segundo a empresa, o sistema será atualizado gradualmente e receberá o modo Contemplating, projetado para lidar com problemas mais complexos. Nessa função, múltiplos agentes de IA trabalham em paralelo na mesma tarefa, o que deve reduzir o tempo de resposta.
“Para aumentar o tempo de raciocínio sem elevar significativamente a latência, podemos escalar o número de agentes paralelos que colaboram na resolução de questões difíceis”, explicou a Meta em seu comunicado.
Possíveis usos e questões de privacidade
Entre as aplicações previstas, a companhia cita auxílio em dúvidas de saúde, área que também desperta interesse de concorrentes. O acesso ao Muse Spark exige login com uma conta existente da Meta, como Facebook ou Instagram. A empresa não detalhou se usará informações pessoais desses perfis para treinar o modelo, mas costuma empregar dados públicos dos usuários em seus sistemas de IA.
O modelo, de acordo com a Meta, apresenta desempenho destacado em perguntas visuais de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), possibilitando experiências interativas como criação de minijogos ou suporte na manutenção de eletrodomésticos.

Imagem: Jes/Bloomberg
Estratégia e próximos passos
Com rivais historicamente cobrando pelo uso de modelos mais avançados, ainda não está claro se a Meta adotará paywall semelhante. Para fortalecer a equipe, a empresa também contratou pesquisadores vindos de OpenAI, Anthropic e Google.
“Nosso plano é lançar modelos cada vez mais avançados que ampliem as fronteiras de inteligência e capacidade, inclusive versões open source. Estamos construindo produtos que não apenas respondem a perguntas, mas atuam como agentes que executam tarefas”, escreveu Zuckerberg na rede Threads.
O lançamento do Muse Spark será o primeiro teste para avaliar se a nova estratégia de superinteligência da Meta conseguirá atrair usuários e disputar espaço em um mercado de IA cada vez mais competitivo.
Com informações de TechCrunch







