A ampliação do serviço de robotáxis da Waymo trouxe à tona um problema prático: quando um veículo autônomo fica parado, quem o remove? Reportagem do jornalista Sean O’Kane identificou que, em vários casos, a empresa contou com o apoio de serviços públicos de emergência para deslocar carros imobilizados.
Escala x desafios
A Waymo divulgou que realiza 500 mil corridas pagas por semana. Embora o volume ainda seja pequeno diante de plataformas como Uber e Lyft, o ritmo de expansão impressiona. O crescimento, porém, aumenta a probabilidade de incidentes: durante um blecaute na Califórnia, diversos veículos ficaram travados nas vias.
O’Kane analisou ao menos seis ocorrências em que socorristas precisaram assumir o volante de robotáxis parados. Em Austin, um policial a caminho de um tiroteio teve de remover manualmente um carro autônomo que bloqueava a rua. Para críticos, isso transfere custos à população; o supervisor distrital de São Francisco, Alan Wong, afirmou em audiência que “nossos socorristas não deveriam ser a AAA”.
Outras empresas na fila
Além da Waymo, companhias como Motional, Zoox e Tesla pretendem lançar serviços pagos de robotáxi nos EUA ainda este ano, cada qual com procedimentos próprios para lidar com veículos imobilizados.
Uma fonte ligada ao Uber relatou que as viagens da Waymo podem demorar até 30% mais que as de motoristas humanos, devido à condução cautelosa e à tendência de evitar conversões à esquerda sem semáforo. A empresa, contudo, reafirma que seus carros executam essas manobras quando necessário.
Rodada bilionária da Zipline
A Zipline, especializada em entregas por drones, arrecadou mais US$ 200 milhões e elevou para US$ 800 milhões a Série H anunciada em janeiro. A rodada conta com Paradigm, Fidelity Management & Research Company, Baillie Gifford, Valor Equity Partners e Tiger Global, avaliando a startup em US$ 7,6 bilhões. Segundo o CEO Keller Clifton, o volume de entregas domiciliares em janeiro e fevereiro superou as projeções e deve continuar acima do previsto nos próximos três meses, em comparação com 2025.

Imagem: Getty
Mais investimentos e acordos
NoTraffic (software de gestão de tráfego) levantou US$ 90 milhões em Série C liderada pela PSG Equity.
Rivian recebeu mais US$ 1 bilhão do Grupo Volkswagen dentro da joint venture tecnológica; US$ 750 milhões em participação acionária e US$ 250 milhões em ações ou dívida conversível.
Shield AI captou US$ 1,5 bilhão na Série G, avaliando a fabricante de aeronaves militares autônomas em US$ 12,7 bilhões; Advent e JPMorganChase lideraram o aporte.
Swish, plataforma indiana de entrega de comida, obteve US$ 38 milhões na Série B comandada por Hara Global e Bain Capital Ventures.
Uber planeja investir na Verne, divisão de robotáxis do grupo Rimac, em um acordo que também envolve a Pony.ai para levar robotáxis à Europa, começando por Zagreb (Croácia).
Notas rápidas
• DoorDash criou pagamentos de alívio para motoristas após a alta do combustível provocada pelo conflito Irã-EUA.
• A Harbinger fornecerá chassis elétricos para veículos de emergência da Frazer.
• A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA encerrou a investigação sobre a Faraday Future sem aplicar sanções.
• O aplicativo Flighty lançou o recurso Airport Intelligence, com alertas em tempo real em 14 mil aeroportos.
• A Sony Honda Mobility abandonou os dois modelos elétricos da marca Afeela que vinha desenvolvendo.
• Utah aprovou lei que define responsabilidade civil para veículos autônomos.
• Os robotáxis da Zoox circulam agora em vias públicas de Austin e Miami; a empresa pretende iniciar um programa para primeiros usuários ainda este ano, mas só poderá cobrar após obter isenção federal.
Termômetro do mercado
Enquete recente sobre o plano da Rivian de produzir milhares de robotáxis R2 apontou que 55% dos participantes veem o projeto como distração, enquanto 45% consideram a iniciativa crucial para o futuro da companhia.
Com informações de TechCrunch







