Zuckerberg afirma que futuro sem óculos inteligentes “é difícil de imaginar”

Mark Zuckerberg declarou, durante a apresentação dos resultados financeiros do quarto trimestre de 2025 da Meta, na quarta-feira (28), que os óculos equipados com inteligência artificial devem se tornar predominantes nos próximos anos.

“Bilhões de pessoas já usam óculos ou lentes para corrigir a visão. Estamos em um ponto semelhante ao da chegada dos smartphones, quando ficou claro que os aparelhos flip acabariam substituídos. É difícil imaginar um mundo, em alguns anos, em que a maioria dos óculos usados pelas pessoas não seja inteligente”, afirmou o executivo.

Após redirecionar os investimentos da divisão Reality Labs e reduzir o foco no metaverso, a companhia aposta agora na produção de wearables com IA e no desenvolvimento de seus próprios modelos de inteligência artificial. Segundo Zuckerberg, as vendas dos óculos da Meta triplicaram no último ano, ritmo que ele descreveu como “um dos mais rápidos da história dos eletrônicos de consumo”.

Concorrência movimenta o segmento

Os principais players do setor de tecnologia também preparam lançamentos. O Google deve apresentar uma linha de óculos inteligentes ainda em 2026, resultado de um acordo de US$ 150 milhões com a Warby Parker. A Apple, por sua vez, trabalha para mostrar seu modelo em até dois anos, transferindo parte da equipe que atuava em uma versão mais leve do Vision Pro, de acordo com a Bloomberg.

Na mesma direção, a Snap comunicou na terça-feira (27) que transformará seus óculos de realidade aumentada, os Specs, em uma subsidiária para concentrar operações. Já a OpenAI, sem hardware próprio até o momento, estuda dispositivos vestíveis baseados em IA, mas prefere formatos como botões ou fones de ouvido. Rumores indicam ainda que a Apple desenvolve um acessório do tamanho de uma AirTag.

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Imagem: Getty

Meta mantém vantagem inicial

Enquanto a concorrência se organiza, a Meta já comercializa diferentes modelos. Entre eles estão os óculos desenvolvidos em parceria com a Oakley, voltados para atividades físicas, considerados pela empresa o uso mais promissor até agora.

Por enquanto, a Meta lidera a corrida para popularizar óculos com inteligência artificial, embora o próprio Zuckerberg reconheça que a adoção em massa pode não atingir a escala dos smartphones.

Com informações de TechCrunch

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