Pesquisadores da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, desenvolveram um sensor de gás capaz de identificar etanol em concentrações de até 5 partes por bilhão (ppb) utilizando menos de 30 miliwatts de potência. O avanço foi descrito na revista Microsystems & Nanoengineering em 30 de janeiro de 2026.
O dispositivo combina um filme fino de dióxido de estanho (SnO2) com nanosheets ultrafinas de dióxido de rutênio (RuO2). A funcionalização com essas camadas monoatômicas proporciona alta área superficial e forte atividade catalítica, acelerando as reações de oxidação do etanol e ampliando a variação de resistência elétrica do sensor.
Integrado a um microaquecedor sobre uma membrana suspensa, o sensor mantém a temperatura operacional com baixo desperdício de calor. Ensaios mostraram detecção confiável de etanol entre 10 ppm e aproximadamente 5 ppb, nível que coloca o dispositivo entre os mais sensíveis já relatados para sensores quimiorresistivos.
Os testes indicaram resposta mais de três vezes superior em relação a sensores de SnO2 não modificados, seletividade aprimorada perante gases interferentes, estabilidade de quase um mês e reprodutibilidade ao longo de ciclos sucessivos de medição.
Em demonstrações práticas, o equipamento acompanhou em tempo real a variação de etanol no hálito de voluntários, apresentando resultados próximos aos de um bafômetro comercial. Segundo os autores, a arquitetura é compatível com processos convencionais de microfabricação, o que facilita a futura produção em escala.

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Entre as aplicações potenciais estão a detecção precoce de vazamentos em ambientes industriais, sistemas portáteis para análise de hálito em saúde e transporte, além de dispositivos vestíveis para monitoramento ambiental.
Com informações de Nanowerk







