Em 16 de março, durante encontro com profissionais do programa italiano TG2, o papa Leão — primeiro pontífice norte-americano da história — solicitou que jornalistas retratem os conflitos armados “pelo olhar das vítimas”, evitando que a cobertura se transforme em algo “parecido com um videogame”.
O líder da Igreja Católica afirmou que, “em circunstâncias dramáticas de guerra como as que vivemos, a informação precisa se proteger do risco de virar propaganda”. Embora não tenha citado um conflito específico, Leão já havia defendido um cessar-fogo imediato na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, classificando a campanha militar como “violência atroz”.
No mesmo evento, o cardeal Blase Cupich criticou duramente vídeos divulgados recentemente pela Casa Branca que mesclam cenas reais de combate com trechos de jogos e filmes, chamando o material de “repugnante”.
Sob o governo do presidente Donald Trump, o Executivo norte-americano publicou diversas peças audiovisuais sobre a guerra no Irã. Um dos vídeos, já removido, unia imagens de destruição com sequências de Call of Duty. Outro, ainda disponível, mostra o personagem Master Chief, de Halo, repetindo a frase “finish the fight”. O dublador Steve Downes exigiu a retirada de sua voz, classificando o conteúdo como “pornografia de guerra nojenta e juvenil”.
Desde o início dos bombardeios em 28 de fevereiro, o conflito no Irã deixou ao menos 1.230 mortos, incluindo crianças, segundo dados locais.

Imagem: Internet
Não é a primeira vez que memes e referências a games são usados por órgãos oficiais dos EUA. Em 2025, o Departamento de Segurança Interna (DHS) publicou um vídeo de operações do ICE ao som do tema de Pokémon e criou um anúncio de recrutamento com Master Chief ao volante de um Warthog. Na sequência, a Casa Branca divulgou uma imagem gerada por IA que retratava Trump como o herói de Halo. A Pokémon Company contestou publicamente a utilização de sua propriedade intelectual.
Com informações de GameSpot






