Pesquisadores sul-coreanos criam nanosheets de MXene que recuperam paládio em solução fraca de ácido

Uma equipe do Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia (KIST) apresentou uma tecnologia que resgata 99,9 % de paládio em apenas 30 minutos, mesmo sob condições levemente ácidas, eliminando a necessidade de ácidos fortes utilizados em processos convencionais.

Coordenado pelos pesquisadores Dr. Jae-Woo Choi, do Water Resources Recycling Research Group, e Dr. Jin Young Kim, do Center for Hydrogen and Fuel Cells, o estudo foi publicado em 30 de dezembro de 2025 na revista Advanced Functional Materials. A solução emprega nanosheets de MXene à base de titânio (TiOx/Ti3C2Tx).

Como funciona

A superfície dos nanosheets é recoberta por nanoclusters de TiOx com oxigênio não saturado, estrutura que atrai seletivamente íons de paládio presentes em efluentes ou resíduos de catalisadores. O metal é reduzido in situ ao estado metálico, permitindo separação simples por filtração, sem necessidade de corrente elétrica nem reagentes tóxicos.

Desempenho e sustentabilidade

Entre os destaques do material estão:

  • Capacidade de adsorção de 1.983 mg/g, índice classificado pelos autores como líder mundial.
  • Eficiência de aproximadamente 90 % após mais de dez ciclos de reutilização.
  • Potencial de redução de emissões de carbono em até 80 %, graças à operação em temperatura ambiente e sem consumo de eletricidade.

O composto paládio–nanosheet recuperado pode retornar ao processo industrial como catalisador para reações de evolução de hidrogênio, estabelecendo um sistema de reciclagem totalmente fechado.

Pesquisadores sul-coreanos criam nanosheets de MXene que recuperam paládio em solução fraca de ácido - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Aplicações e próximos passos

Segundo o KIST, o método é aplicável a setores como refino, petroquímica, automotivo e células a combustível, além da extração de paládio de resíduos eletrônicos, como smartphones e placas de circuito. A equipe trabalha agora em um módulo para tratamento em tempo real de efluentes industriais e estuda adaptações para recuperar outros metais nobres, entre eles platina, ouro e prata.

No anúncio dos resultados, o Dr. Choi destacou que a inovação “pode fortalecer a autossuficiência da Coreia na circulação de recursos e reduzir a dependência de importações de metais preciosos”. Já o Dr. Kim ressaltou que o paládio recuperado “mostrou desempenho elevado como eletrodo para produção de hidrogênio”, reforçando o conceito de reaproveitamento em economia circular.

Com informações de Nanowerk

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