A Meta informou nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, que começará a cobrar desenvolvedores pelo envio de mensagens de chatbots de inteligência artificial no WhatsApp em regiões onde autoridades exigem a presença desses serviços. A medida entra em vigor primeiro na Itália, país cujo órgão antitruste solicitou a suspensão da proibição de bots no fim do ano passado.
Cobrança inicia em 16 de fevereiro
De acordo com a empresa, cada resposta de IA fora dos modelos de mensagem template custará US$ 0,0691, € 0,0572 ou £ 0,0498. A tarifa poderá elevar significativamente os custos de operações que lidam com milhares de interações diárias.
No início de janeiro, a Meta já havia notificado desenvolvedores sobre uma exceção para números italianos, permitindo o atendimento via bots. Na ocasião, contudo, não mencionou valores a serem pagos.
Modelo segue cobrança já aplicada a mensagens comerciais
O WhatsApp mantém, há anos, preços específicos para empresas que utilizam a API em envios de marketing, utilidade ou autenticação, como lembretes de pagamento e avisos de entrega. Agora, o mesmo princípio será aplicado a respostas geradas por IA quando houver obrigação legal de oferta.
“Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA pela API do WhatsApp Business, introduziremos cobrança às companhias que optarem por nosso serviço”, declarou um porta-voz da Meta ao TechCrunch. A decisão pode servir de precedente para outros mercados caso a companhia seja forçada a rever sua política em mais localidades.

Imagem: Getty
Proibição global e investigações antitruste
Em outubro de 2025, a Meta anunciou o bloqueio de todos os chatbots de terceiros na API Business, alegando sobrecarga nos sistemas. A restrição passou a valer em 15 de janeiro de 2026, levando desenvolvedores a encaminhar usuários para sites ou aplicativos próprios. Plataformas como OpenAI, Perplexity e Microsoft avisaram que seus bots deixariam de funcionar no WhatsApp após essa data.
A medida motivou investigações anticompetitivas na União Europeia, Itália e Brasil. No caso brasileiro, o órgão regulador solicitou inicialmente a suspensão da política, mas uma decisão judicial favorável à Meta derrubou a ordem na semana passada. Assim, a empresa orientou que bots de IA não sejam oferecidos a usuários no país.
Com informações de TechCrunch





