A plataforma de publicação Medium vai interromper suas atividades nesta sexta-feira (30) para que seus funcionários possam aderir à greve geral convocada nos Estados Unidos contra o Immigration and Customs Enforcement (ICE).
Em mensagem no Slack enviada nesta quinta-feira (29), o CEO Tony Stubblebine informou que todos os colaboradores estão autorizados a tirar o dia de folga “total ou parcialmente” ou direcionar o expediente para ações que apoiem os objetivos do protesto. A participação, ressaltou, é opcional e não representa posicionamento obrigatório da companhia.
Greve pede “sem trabalho, sem aula, sem compras”
Organizadores do movimento defendem a paralisação de atividades laborais, escolares e de consumo para pressionar pela redução de recursos do ICE. O órgão intensificou recentes operações em várias cidades, resultando na morte de várias pessoas, incluindo dois cidadãos norte-americanos em Minneapolis no início do mês.
Plano de continuidade e posicionamento político
Para garantir o funcionamento mínimo da plataforma durante a paralisação, Stubblebine afirmou que as equipes responsáveis já articulam um plano de continuidade. Segundo ele, o Medium “tem a responsabilidade de deixar clara sua posição”, especialmente diante de doações de outras empresas de tecnologia à campanha de Donald Trump.
O executivo reiterou que o produto da empresa se propõe a “elevar a verdade e vozes diversas, não conteúdo de ódio ou racismo” e reafirmou o compromisso com políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), foco de críticas e tentativas de revogação por parte do governo federal.
Reação no setor de tecnologia
Enquanto nomes como Jeff Dean, cientista-chefe do Google DeepMind, manifestam oposição pública ao ICE, outras lideranças do setor têm buscado proximidade com a Casa Branca. Alguns executivos, entre eles o CEO da Apple, Tim Cook, foram criticados por comparecer a uma sessão de pré-estreia de documentário no mesmo dia em que agentes de fronteira mataram a enfermeira Alex Pretti em Minneapolis.

Imagem: Internet
No campo dos funcionários, mais de 500 profissionais de tecnologia assinaram carta aberta exigindo a saída de ICE e Customs and Border Protection (CBP) de centros urbanos.
Stubblebine concluiu a mensagem afirmando que “o negócio prospera quando o país prospera” e que participar do protesto está alinhado à missão da empresa.
Com informações de TechCrunch







