Luz de laser inverte polaridade de ferromagneto e abre caminho para circuitos ópticos

28 de janeiro de 2026 – Um pulso de laser foi suficiente para inverter de forma permanente a polaridade de um ferromagneto composto por camadas atômicas torcidas de molibdeno ditelureto (MoTe2). A façanha, realizada por pesquisadores da Universidade da Basileia e do ETH Zurich, elimina a necessidade de aquecer o material acima de sua temperatura crítica para reorientar os spins eletrônicos.

O estudo, liderado pelos professores Tomasz Smoleński (Universidade da Basileia) e Ataç Imamoğlu (ETH Zurich), foi publicado na revista Nature com o título “Optical control over topological Chern number in moiré materials”.

Como o experimento foi feito

Os cientistas empilharam duas folhas ultrafinas de MoTe2 com um leve ângulo de torção, criando um material moiré capaz de apresentar estados topológicos distintos. Sob essas condições, as fortes interações entre elétrons alinham seus spins, conferindo ao sistema propriedades ferromagnéticas.

Em seguida, um pulso de laser concentrado foi disparado sobre a amostra, alterando coletivamente a orientação dos spins sem elevar a temperatura. “Conseguimos mudar a orientação magnética de todo o ferromagneto, algo que antes só havia sido demonstrado para spins individuais”, destacou Olivier Huber, doutorando do ETH que realizou os testes junto com Kilian Kuhlbrodt e Smoleński.

Medição da mudança

Para confirmar a reversão de polaridade, a equipe utilizou um segundo feixe laser, muito mais fraco, e analisou a luz refletida pelo material. A assinatura óptica coletada indicou a nova direção dos spins, comprovando a eficácia do método.

Luz de laser inverte polaridade de ferromagneto e abre caminho para circuitos ópticos - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Possíveis aplicações

Ao mover o laser sobre a amostra, os pesquisadores conseguiram “desenhar” regiões com diferentes configurações topológicas e magnéticas, repetindo o processo sempre que necessário. Smoleński afirma que a técnica pode levar à escrita óptica de circuitos topológicos reconfiguráveis em chips, possibilitando a criação de mini-interferômetros para medir campos eletromagnéticos extremamente fracos.

Com informações de Nanowerk

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