O aplicativo social anônimo Fizz, criado para universitários nos Estados Unidos, deu o primeiro passo fora de seu país de origem ao ser lançado na Arábia Saudita em meados de março de 2026. Em apenas 48 horas, o app alcançou o primeiro lugar no ranking geral da App Store e permanece no topo da categoria de notícias, segundo o fundador e presidente-executivo, Teddy Solomon.
De acordo com Solomon, mais de 1 milhão de mensagens foram trocadas na plataforma na última semana. “Sempre tivemos o objetivo de ser um produto social geracional, não apenas universitário, e agora estamos executando esse plano”, afirmou.
Expansão além dos campi
Lançado em 2022 por Solomon e o cofundador Ashton Cofer, quando ambos estudavam em Stanford, o Fizz já captou US$ 40 milhões e está presente em 700 campi norte-americanos. A nova fase de crescimento aposta no Global Fizz feed, que permite a entrada de usuários fora do ambiente universitário em comunidades baseadas em localização. O formato lembra o feed principal do Reddit, porém sem subdivisões temáticas.
Caminho até Riad
A ideia de levar o aplicativo ao Oriente Médio surgiu após Solomon participar de uma conferência em Dubai. Logo depois, o analista de marketing Michael Fonseca mudou-se para a Arábia Saudita para criar contatos locais e conhecer melhor a cultura, abrindo caminho para a estreia internacional.
“O país mudou muito nos últimos anos. O ambiente de negócios e o cenário social estão em alta”, disse Solomon, citando a popularidade regional de Snapchat, WhatsApp e TikTok.
Moderação e riscos
Apesar de reformas como o plano Visão 2030, a Arábia Saudita continua sendo uma monarquia absoluta que restringe a liberdade de expressão. Em 2024, a ativista Manahel al-Otaibi foi condenada a 11 anos de prisão por publicações sobre direitos das mulheres, lembrou a Anistia Internacional.

Imagem: Internet
Solomon reconhece que o governo saudita pode monitorar o Fizz, exigir remoção de conteúdos ou prender usuários. “Vamos lidar com essas situações quando surgirem”, declarou, ressaltando confiança nas diretrizes da plataforma.
Para reforçar a moderação, a empresa investiu em ferramentas de processamento de linguagem natural em árabe e recrutou centenas de moderadores voluntários dentro da comunidade saudita. Segundo o executivo, não há investimentos locais nem contato direto com autoridades do país.
Com informações de TechCrunch







