China classifica ação dos EUA contra Maduro como violação do direito internacional

Pequim, 3 de janeiro de 2026 – O governo da China repudiou neste sábado a operação norte-americana que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores. Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores no X (antigo Twitter), a chancelaria chinesa declarou que a iniciativa dos Estados Unidos fere o direito internacional e a soberania venezuelana.

“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos Estados Unidos contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente”, afirma a nota oficial. Segundo Pequim, a ofensiva norte-americana “ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe”.

O ministério ainda instou Washington a respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas e a interromper “violações à soberania e à segurança de outros países”.

A operação foi revelada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump na manhã deste sábado, também em uma rede social. Pouco depois, governos de outros países se pronunciaram. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios na Venezuela e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. Moscou classificou a ação como “violação inaceitável” e exigiu esclarecimentos imediatos. Já o governo de Caracas disse desconhecer o paradeiro do casal presidencial e pediu provas de vida.

Com informações de Valor Investe

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