BMW reforça estratégia global e descarta data-limite para motores a combustão

A BMW confirmou que continuará oferecendo uma ampla gama de sistemas de propulsão ― gasolina, diesel, híbridos plug-in e elétricos ― sem definir prazo para encerrar a produção de veículos com motor a combustão.

Em evento de apresentação do sedã elétrico i3, realizado nesta semana em Munique, o diretor de produto da montadora, Bernd Körber, afirmou que a empresa é “uma das poucas fabricantes verdadeiramente globais” e, por isso, precisa atender às demandas de mercados com perfis muito diferentes. Segundo ele, enquanto países como Islândia e Noruega já registram 100% de vendas de veículos elétricos, outros ainda não têm participação alguma desse tipo de automóvel. Há ainda regiões com 50% de participação de modelos a diesel e outras em que 70% das vendas são de híbridos plug-in.

Com base nesse cenário, a fabricante alemã adotou o lema “Power of Choice” e planeja manter todas as tecnologias disponíveis. O executivo reforçou que “não há data de fim para nenhuma delas” na programação de produto.

Hidrogênio confirmado para 2028

A linha X5 de quinta geração, prevista para 2028, acrescentará uma versão movida a hidrogênio, ampliando ainda mais o portfólio de opções energéticas da marca.

Metas de eletrificação

Embora não pretenda abandonar os motores a combustão, a BMW estipulou que os veículos elétricos devem representar 50% das vendas globais do grupo até 2030. Ao mesmo tempo, a empresa reconhece que a adoção de elétricos será desigual em diferentes regiões.

Novidades na gama

Para o próximo verão europeu, o novo X5 (código G65) chegará com motores de seis cilindros a gasolina e diesel, um V8, versão híbrida plug-in e o elétrico iX5. A marca também estuda lançar um utilitário esportivo maior que o X7 e avalia a produção de um esportivo elétrico.

Nos Estados Unidos, a BMW voltou a oferecer peruas com o M5 Touring e considera levar a próxima geração da Série 3 Touring ao país, possivelmente com opções a gasolina e elétrica. A companhia ainda prepara versões elétricas de alto desempenho identificadas como modelos M.

Por outro lado, o câmbio manual tem futuro incerto, assim como possíveis sucessores para Z4 e Série 8. Um supercarro permanece fora dos planos imediatos, mas a montadora admite que pode explorar segmentos ainda não atendidos, como o de veículos de aventura.

Com informações de BMW Blog

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