A BMW admitiu que pode voltar a equipar seus veículos elétricos com motor a combustão para estender a autonomia, solução abandonada após o fim do compacto i3 REx. A decisão, porém, depende de demanda clara do mercado e da garantia de que o conjunto continue oferecendo a experiência de condução típica da marca.
O que disse a montadora
Durante o lançamento do sedã elétrico i3 – versão alongada do Série 3 apresentada na China – o chefe de produto da BMW, Bernd Körber, afirmou que a empresa tem capacidade técnica para relançar o sistema, mas ainda não há definição. “Se enxergarmos um movimento consistente para extensores de autonomia, podemos seguir esse caminho, desde que o trem de força possa ser ajustado ao padrão de dirigibilidade que carregamos em nossa marca”, declarou.
Körber lembrou que alguns fabricantes nos Estados Unidos migraram de elétricos puros para modelos com extensor pela dificuldade de mercado, mas classificou a tendência como “ainda nebulosa”.
Alcance maior põe tecnologia em dúvida
Na conferência anual do grupo, o diretor de P&D, Joachim Post, questionou a necessidade do recurso. Segundo ele, o novo i3 promete até 805 km (500 milhas) por carga e recarga rápida de 400 kW, aproximando o tempo de parada ao de um veículo a combustão. Mesmo assim, Post reconheceu que a infraestrutura de recarga ultrarrápida ainda é escassa em várias regiões do mundo, o que mantém o extensor como opção em análise.
Possíveis aplicações
Rumores publicados pela Bloomberg em novembro passado indicam que a BMW estuda usar pequenos motores a gasolina – como os B38 ou B48 – para ampliar a autonomia de utilitários maiores. O jornal alemão Automobilwoche citou o iX5 (código G65) como possível candidato, com alcance total de até 1.000 km (621 milhas). Modelos de maior porte precisariam de geradores mais robustos que o bicilíndrico de 647 cm³ emprestado de uma scooter, utilizado no antigo i3 hatch.

Imagem: Internet
Com ou sem extensor, a próxima geração do X5 contará com cinco opções de propulsão. Além das versões a gasolina, diesel, híbrida plug-in e totalmente elétrica, o utilitário deve ganhar em 2028 uma variante movida a célula de combustível de hidrogênio.
Com informações de BMWBlog






