A partir de 1º de janeiro de 2026, a marca ALPINA passa oficialmente ao controle do BMW Group, encerrando 61 anos de gestão familiar na cidade de Buchloe, Alemanha. Reconhecida como fabricante independente desde 1983 pela Autoridade Federal de Transporte Motorizado alemã, a empresa fundada em 1965 pelos Bovensiepen iniciou suas atividades ajustando carburadores e cabeçotes de motores BMW. A aquisição pela BMW foi anunciada em março de 2022, seguida por um acordo de transição que manteve a operação autônoma até dezembro de 2025.
Com a integração, a divisão passa a se chamar BMW ALPINA e atuará como marca de luxo esportivo dentro do grupo, ao lado de BMW M, MINI e Rolls-Royce. Para marcar o fim da era independente, veja cinco dos modelos mais emblemáticos produzidos pela empresa.
ALPINA B10 Bi-Turbo (E34) — 1989-1994 | 507 unidades
Apresentado no Salão de Genebra de 1989, o B10 Bi-Turbo ficou conhecido como o sedã de produção mais rápido do mundo. Baseado no BMW 535i, recebeu pistões forjados Mahle, dois turbos Garrett T25 com controle de pressão variável Bosch (0,4 a 0,8 bar) e câmbio manual Getrag de cinco marchas. Entregava 360 cv a 6.000 rpm e 520 Nm, acelerando de 0 a 100 km/h em 5,6 s e alcançando mais de 290 km/h. A suspensão Bilstein, o diferencial autoblocante de 25% e o interior com bancos Recaro e volante Momo completavam o pacote. Foram fabricadas 507 unidades até agosto de 1994.
ALPINA B7 Turbo Coupé (E24) — 1979-1987 | menos de 300 unidades
Derivado do BMW 635CSi, o B7 Turbo Coupé ampliou o seis cilindros para 3,4 litros e adicionou turbo com controle de pressão entre 0,6 e 0,9 bar. As versões finais geravam até 330 cv e 515 Nm, permitindo 0-100 km/h em 5,9 s e máxima de 266 km/h. Suspensão Bilstein, freios ventilados e rodas de 16 polegadas compunham a parte dinâmica, enquanto couro feito à mão e instrumentos próprios reforçavam o requinte. A produção não ultrapassou 300 exemplares.
ALPINA Roadster V8 (Z8) — 2003 | 555 unidades
Quando a BMW encerrou o Z8, a ALPINA transformou o roadster em um grand tourer. O V8 S62 de 400 cv deu lugar ao 4.8 V8 de 375 cv e 520 Nm, acoplado a câmbio automático de cinco marchas com trocas no volante (Switch-Tronic). Suspensão amaciada, pneus convencionais e rodas de 20 polegadas melhoraram o conforto. Dos 555 carros produzidos, 450 foram vendidos nos Estados Unidos por US$ 140 mil cada, tornando-se o ALPINA mais caro já oferecido em concessionárias BMW à época.
ALPINA B12 6.0 (E38) — 1999-2001 | 94 unidades
Baseado no Série 7 E38, o B12 6.0 recebeu versão ampliada do V12 M73 para 6,0 l, com pistões Mahle, comandos modificados e escapamento exclusivo. O resultado: 424 cv e 600 Nm, 0-100 km/h em menos de seis segundos e velocidade limitada a 291 km/h. O câmbio automático de cinco marchas também trazia o sistema Switch-Tronic. Interior em couro Lavalina, madeira polida e rodas multiraios completavam o sedã de luxo, limitado a apenas 94 unidades.

Imagem: Internet
ALPINA B6 3.5S (E30) — 1987-1990 | 62 unidades
Utilizando a carroceria alargada do BMW M3, o B6 3.5S trocou o quatro-cilindros S14 por um seis-cilindros de 3,5 l modificado, com 254 cv e 346 Nm. Entregava torque pleno desde 2.000 rpm e oferecia suspensão recalibrada para maior conforto sem perder precisão. Madeira, couro e instrumentos exclusivos diferenciavam a cabine. Apenas 62 exemplares foram produzidos.
Esses cinco modelos sintetizam a filosofia da ALPINA: performance refinada, exclusividade e usabilidade diária, características que marcaram a trajetória independente da empresa desde 1965.
Com informações de BMW Blog






