Duas semanas após o lançamento de Highguard e em meio a demissões em massa na Wildlight Entertainment, parte da comunidade passou a responsabilizar Geoff Keighley, apresentador do The Game Awards, por ter aumentado as expectativas em torno do jogo. Para Michael Douse, diretor de publicação de Baldur’s Gate 3, essa crítica não procede.
“As demissões de Highguard, como tantas outras, são um lembrete triste da instabilidade econômica da indústria, que exige o mundo e promete pouco”, escreveu Douse na rede social X em 12 de fevereiro de 2026. “Culpar um único homem por exibir um trailer em seu programa mostra desconhecimento do setor.”
Keighley encerrou a última edição do The Game Awards, há cerca de dois meses, com a prévia de Highguard. O espaço costuma custar mais de US$ 1 milhão para as empresas, mas, segundo relatos, foi cedido gratuitamente à Wildlight. Após a divulgação, o título sofreu críticas que, para alguns funcionários dispensados, contribuíram para a queda no interesse do público.
Eric Arraché, fundador do site Critical Hits, endossou a visão de Douse: “Se alguma coisa, Keighley deu a Highguard a melhor chance possível. O problema foi que o jogo não era tão bom — mapa grande demais para partidas 3 x 3 — e ainda teve falhas de servidor no PC no dia do lançamento”.
Josh Sobel, ex-artista técnico principal da Wildlight, contou que “foi ladeira abaixo” depois da aparição no evento. Keighley chegou a ser acusado de ter participação financeira no projeto, o que ele negou com bom humor.

Imagem: Internet
Em publicação posterior, o apresentador lamentou as demissões: “Resultado infeliz, brutal e triste para um jogo que gostei de testar em estágios iniciais”. Não há confirmação sobre a capacidade do time remanescente de cumprir todo o calendário de conteúdo prometido para 2026.
Com informações de GameSpot






