Cientistas do Research Center for Materials Nanoarchitectonics (MANA), no Japão, demonstraram que gotículas com volumes entre pico e nanolitros podem ser manipuladas com facilidade após receberem um revestimento de partículas que repele líquidos.
O trabalho, liderado pelo pesquisador Dr. Mizuki Tenjimbayashi e publicado em 30 de janeiro de 2026 na revista ACS Nano, apresenta uma estratégia que dispensa a criação de superfícies totalmente lisas: em vez disso, as gotículas são envolvidas por partículas que reduzem drasticamente o atrito.
Como funciona
Usando um spray ultrassônico, a equipe depositou partículas de titânia fumada modificadas com fluorocarbono, de 20 nanômetros de diâmetro, sobre cada microgota. O resultado é uma espécie de “mármore líquido” que combina características de sólidos e líquidos: não gruda na superfície, mas ainda pode se dividir, unir ou mudar de forma quando estimulado.
Após o revestimento, o contato passa de sólido-líquido para sólido-sólido, baixando a força necessária para o deslizamento para níveis inferiores a um nanonewton. Em testes comparativos, o método diminuiu em três a quatro ordens de magnitude o volume mínimo de gota que permanece repelente quando comparado a interfaces líquidas convencionais.

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Aplicações vislumbradas
A capacidade de controlar volumes tão pequenos abre caminho para avanços em microfluídica, robótica macia e procedimentos químico-biológicos miniaturizados. Experimentos, diagnósticos e sensores poderão usar quantidades ínfimas de reagentes, reduzindo custos e resíduos.
Com informações de Nanowerk







