27 de janeiro de 2026 — Engenheiros da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, apresentaram um método que torna tubos de alumínio incapazes de afundar, mesmo após longas imersões ou perfurações severas.
O trabalho foi conduzido pelo professor Chunlei Guo, que leciona Óptica e Física e atua como cientista sênior no Laboratory for Laser Energetics da instituição. Os resultados estão descritos na revista Advanced Functional Materials.
A equipe usou pulsos de laser para criar micro e nano-cavidades na face interna dos tubos. Esse relevo microscópico deixa o metal super-hidrofóbico, fazendo com que a superfície repila água e retenha uma bolha de ar estável no interior da peça. O princípio se assemelha ao “sino” de ar usado por certas aranhas aquáticas ou às jangadas formadas por formigas-de-fogo.
Para reforçar a flutuação, os pesquisadores instalaram um divisor no meio do tubo. Dessa forma, mesmo quando a estrutura é mergulhada verticalmente, a bolha permanece presa e o objeto não se enche de água.
Em 2019, o mesmo grupo já havia produzido discos metálicos flutuantes, mas estes perdiam eficiência em ângulos extremos. Os tubos agora testados resistem a condições turbulentas semelhantes às do mar. Segundo Guo, ensaios realizados durante semanas em ambientes agressivos não mostraram perda de flutuabilidade. Mesmo após receber vários furos, as amostras continuaram na superfície.

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Os pesquisadores conectaram diversas unidades para formar jangadas, sugerindo aplicações em navios, bóias e plataformas. Provas de conceito incluíram tubos de até quase meio metro, e o time afirma que a técnica pode ser ampliada para dimensões maiores, capazes de suportar cargas significativas.
Além disso, as jangadas montadas com os tubos super-hidrofóbicos foram avaliadas como coletores de energia das ondas, apontando para um uso potencial na geração de eletricidade renovável.
Com informações de Nanowerk






