Seul – A Coreia do Norte lançou pelo menos dois mísseis balísticos no domingo, 4 de janeiro de 2026, poucas horas depois de os Estados Unidos realizarem uma operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Os projéteis foram disparados a partir de Pyongyang em direção ao mar localizado entre as Coreias e o Japão, informou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano. O Ministério da Defesa japonês disse acreditar que os artefatos já caíram na água.
Trata-se do primeiro teste de mísseis norte-coreano em dois meses. O episódio coincide com a viagem do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, à China, onde se reúne com o líder Xi Jinping para discutir a redução de tensões na Península Coreana.
Repúdio a Washington
Em comunicado, Pyongyang acusou Washington de “violar violentamente a soberania da Venezuela” e classificou a ação como prova do “caráter desonesto e brutal” dos Estados Unidos.
Seul convocou reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional e pediu ao Norte que interrompa “atos provocativos” contrários às resoluções da ONU. Em Tóquio, o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, declarou que os lançamentos ameaçam a estabilidade regional e afirmou ter apresentado protesto formal ao regime de Kim Jong Un.

Imagem: KCNA via REUTERS
O Comando Indo-Pacífico dos EUA avaliou que os testes não representam ameaça imediata a território ou pessoal norte-americano, mas informou estar em consulta com aliados.
Capacidade bélica
Nos últimos dias, Kim Jong Un visitou fábricas de armamentos e inspecionou um submarino de propulsão nuclear. Segundo a agência estatal norte-coreana, o líder ordenou mais que dobrar a produção de armas guiadas táticas antes do Nono Congresso do Partido dos Trabalhadores, previsto para este ano.
Com informações de Valor Investe







