A Amazon anunciou uma sobretaxa de 3,5% sobre combustível que será cobrada dos vendedores que utilizam o serviço Fulfillment by Amazon (FBA), sua rede de distribuição e logística. A medida entra em vigor em 17 de abril e pretende compensar o aumento dos custos de transporte decorrente da elevação dos preços globais de petróleo provocada pela guerra no Irã.
Em nota encaminhada ao TechCrunch, a companhia informou que o adicional permanecerá “pelos próximos meses”, mas poderá ser revisto conforme as condições de mercado. “Custos mais altos de combustível e logística elevaram as despesas operacionais em todo o setor. Absorvemos esses aumentos até agora, mas, assim como outros grandes transportadores, recorremos a sobretaxas temporárias quando os custos permanecem elevados”, declarou um porta-voz. Segundo a empresa, o percentual aplicado é “significativamente menor” que o cobrado por outros operadores logísticos.
O FBA permite que comerciantes enviem seus produtos aos centros de distribuição da Amazon, onde são estocados, embalados e despachados aos consumidores. Embora o número exato de participantes não seja público, o programa responde pela maior parte das vendas de terceiros na plataforma.
Não é a primeira vez que a Amazon adota essa estratégia. Em 2022, quando o preço do barril de petróleo superou US$ 100 após a invasão russa à Ucrânia, a empresa já havia criado uma taxa semelhante.

Imagem: Internet
A atual alta no petróleo reflete o conflito no Irã, intensificado depois do assassinato do líder supremo do país, fato que levou Teerã a ameaçar o Estreito de Hormuz — corredor marítimo por onde transita cerca de 20% do fornecimento mundial de óleo. A instabilidade na região pressionou as cotações e elevou o preço da gasolina nos Estados Unidos.
Com informações de TechCrunch







