Três pessoas identificadas apenas como Jane Doe abriram, na segunda-feira, 16 de março de 2026, um processo na Corte Federal do Distrito Norte da Califórnia contra a xAI Corp. e a xAI LLC, controladas por Elon Musk. Elas afirmam que o modelo de inteligência artificial Grok gerou imagens sexualmente explícitas a partir de fotografias reais de quando eram menores de idade.
As autoras pedem que a ação tenha caráter coletivo, representando qualquer indivíduo que tenha tido fotos de infância ou adolescência transformadas em conteúdo pornográfico pelo Grok. Segundo a queixa, a xAI não adotou salvaguardas consideradas básicas por outros laboratórios de IA para impedir a produção de pornografia envolvendo pessoas reais e crianças.
O documento destaca que, quando um modelo permite a criação de material erótico a partir de imagens reais, torna-se praticamente impossível impedir a geração de conteúdo ilegal com menores. A promoção pública feita por Musk sobre a capacidade do Grok de criar imagens sexuais, inclusive de pessoas reais em trajes reduzidos, é citada como ponto central da acusação.
Casos relatados
Jane Doe 1 relata que fotos de seu baile de formatura e do anuário escolar foram modificadas para mostrá-la despida. Ela soube das imagens por meio de um usuário do Instagram, que enviou um link para um servidor no Discord onde as fotos circulavam, junto a imagens sexualizadas de outros colegas menores de idade.
Jane Doe 2 foi informada por investigadores criminais sobre fotos alteradas por um aplicativo móvel de terceiros que utiliza o Grok. Já Jane Doe 3 recebeu aviso semelhante de autoridades que encontraram uma imagem pornográfica manipulada dela no celular de um suspeito preso.
Os advogados defendem que, embora as alterações tenham sido feitas por aplicativos externos, esses serviços dependem do código e dos servidores da xAI, o que tornaria a empresa responsável.

Imagem: Getty
Pedidos e consequências
As três autoras, duas ainda menores de idade, relatam sofrimento emocional intenso e temem impactos em reputação e vida social. Elas solicitam indenizações com base em leis que protegem crianças exploradas e punem negligência corporativa.
A xAI não respondeu aos pedidos de comentário feitos pelo veículo que revelou a ação.
Com informações de TechCrunch







