Nova técnica revela componentes até então invisíveis em baterias de íon-lítio

Oxford (Reino Unido), 17 de fevereiro de 2026 – Pesquisadores da Universidade de Oxford desenvolveram um método de coloração capaz de tornar visíveis os ligantes poliméricos usados nos ânodos de baterias de íon-lítio, partes que representam menos de 5% do eletrodo e, até agora, praticamente impossíveis de rastrear. O avanço, detalhado na revista Nature Communications, pode aumentar a eficiência de fabricação dos eletrodos e, consequentemente, melhorar a velocidade de recarga e a vida útil dessas baterias.

Como funciona a coloração

A equipe introduziu marcadores de prata e bromo em ligantes comerciais derivados de celulose (carboximetilcelulose, CMC) e látex (borracha de estireno-butadieno, SBR) presentes em ânodos de grafite e de silício. Esses marcadores emitem raios X característicos — detectados por espectroscopia de energia dispersiva — e refletem elétrons de alta energia captados por imagens eletrônicas retroespalhadas seletivas de energia. Dessa forma, a distribuição dos ligantes pode ser observada com precisão em microscópios eletrônicos.

Resultados obtidos

Com a técnica, os cientistas detectaram camadas de CMC de apenas 10 nm de espessura, identificando fragmentações que ocorrem durante o processamento do eletrodo. Ajustes simples em etapas de mistura e secagem do “slurry” reduziram a resistência iônica interna de eletrodos-teste em até 40%, um fator decisivo para carregamento rápido.

O método se mostrou aplicável não apenas a eletrodos convencionais de grafite, mas também a materiais avançados como silício e SiOx, ampliando o potencial de uso em projetos de próxima geração.

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Imagem: Internet

Segundo o autor principal, Dr. Stanislaw Zankowski, a nova abordagem “abre uma caixa de ferramentas completamente inédita para entender o comportamento dos ligantes modernos durante a fabricação do eletrodo”. Já o coautor Professor Patrick Grant ressaltou que a combinação de química, microscopia eletrônica, testes eletroquímicos e modelagem proporcionou “uma estratégia de imagem inovadora” para investigar processos de superfície que afetam a durabilidade das baterias.

Com informações de Nanowerk

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