São Francisco (EUA) – A Delve, startup de compliance formada pela Y Combinator, enfrenta novas denúncias que indicam possível uso indevido de software de código aberto. O informante anônimo que se identifica como “DeepDelver” afirma que a empresa teria apresentado ao mercado uma solução chamada Pathways, que na verdade seria uma cópia modificada do SimStudio, ferramenta da também graduada da YC Sim.ai, sem a devida atribuição exigida pela licença Apache.
Segundo o denunciante, o episódio começou quando ele, então prospect da Delve, reconheceu semelhanças entre Pathways e o SimStudio e questionou a origem do produto. De acordo com o relato, executivos da Delve teriam garantido que a ferramenta fora desenvolvida internamente. Posteriormente, DeepDelver alega ter obtido evidências de que se tratava de um “fork” de SimStudio, alterado apenas o suficiente para parecer proprietário, o que configuraria violação da licença, que obriga citação ao desenvolvedor original.
Sem acordo de licenciamento
O fundador e CEO da Sim.ai, Emir Karabeg, confirmou ao TechCrunch que respondeu às perguntas do denunciante e assegurou não existir qualquer acordo de licenciamento entre as empresas. “Sabíamos que eles pretendiam usar o SimStudio para algo e depois tentamos, sem sucesso, vender um acordo. Não imaginava que iriam comercializá-lo como solução independente”, afirmou.
Karabeg acrescentou que a Sim.ai é, por sua vez, cliente pagante da Delve, prática comum entre ex-participantes da Y Combinator. Mesmo assim, a Delve não remunerou a Sim.ai pelo uso do SimStudio.
Série de questionamentos
A nova denúncia surge uma semana após DeepDelver acusar a Delve de falsificar dados de clientes e recorrer a auditores coniventes – alegações negadas pela companhia. O caso do SimStudio teria ocorrido antes da rodada Série A de US$ 32 milhões liderada pela Insight Partners, em 2025. A reportagem procurou o fundo para comentar o processo de due diligence, mas não obteve resposta.

Imagem: Internet
Nos últimos dias, o post da Insight Partners que justificava o investimento ficou temporariamente fora do ar, e a publicação correspondente no LinkedIn segue indisponível. Além disso, menções ao Pathways e outras páginas do site da Delve parecem ter sido removidas. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário; o e-mail listado para imprensa deixou de funcionar.
A possibilidade de violação da licença de um cliente – e colega de aceleração – repercutiu fortemente na rede X, onde o tema entrou nos trending topics acompanhado de notas críticas da comunidade.
Com informações de TechCrunch







