OpenAI pretende lançar primeiro dispositivo em 2026, possivelmente um par de fones inteligentes

São Francisco – A OpenAI planeja apresentar, na segunda metade de 2026, seu primeiro produto de hardware, que poderá chegar ao mercado ainda no mesmo ano, segundo afirmou o diretor global de assuntos institucionais da empresa, Chris Lehane, durante um painel organizado pela Axios no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Informações publicadas por veículos asiáticos e por leakers apontam que o equipamento em desenvolvimento seria um par de fones de ouvido intra-auriculares. O projeto, de codinome “Sweet Pea”, teria design diferente dos modelos disponíveis hoje, utilizaria um processador personalizado de 2 nanômetros e executaria tarefas de inteligência artificial localmente, sem depender de processamento em nuvem.

Parcerias de produção e metas de vendas

Um grande jornal taiwanês noticiou que a OpenAI avalia fechar a fabricação do dispositivo com a chinesa Luxshare, mas que a companhia pode acabar optando pela taiwanesa Foxconn. A meta inicial de distribuição seria de 40 a 50 milhões de unidades no primeiro ano de vendas.

Dispositivo sem tela e foco em IA

No ano passado, o presidente-executivo Sam Altman descreveu o futuro produto como “mais tranquilo” que um iPhone e sugeriu um formato de bolso, sem tela. A companhia mantém os detalhes em sigilo, mas busca ganhar controle direto sobre a experiência do ChatGPT, que hoje registra cerca de um bilhão de usuários semanais e depende de aparelhos de terceiros para acesso.

Desafios no mercado de wearables

A substituição de acessórios já consolidados, como os AirPods, exigirá integração robusta com sistemas operacionais móveis. Até agora, não houve um caso de sucesso marcante para dispositivos de IA dedicados: o Humane Pin foi adquirido pela HP, o Rabbit segue em operação após o pico de interesse em 2024 e o colar Friend AI enfrentou críticas imediatas.

Mesmo assim, grandes empresas continuam investindo em wearables inteligentes. Os óculos Ray-Ban da Meta enfrentam alta demanda e a Amazon comprou a startup Bee, criadora de um gravador de reuniões com recursos de IA.

Com informações de TechCrunch

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